Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 20/08/2018
Obesidade infantil: capitalismo e questão familiar.
Conforme a lei da inércia, segunda lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue sobre ele e mude seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que ao analisar os desafios do combate à obesidade infantil, fatores como o incentivo das empresas alimentares e a despreocupação familiar funcionam de forma análoga à lei de Newton. Dessa forma, contribuem para a permanência do estado inerte.
Convém ressaltar, a princípio, que as propagandas que incentivam o consumismo das crianças são os principais paradigmas. Isto é, uma vez que as empresas preocupadas com a alta lucratividade, investem maciçamente em propagandas com fins atrativos para seu público alvo, e acabam por deixar de lado a saúde e qualidade de vida das crianças. Conforme os estudos acerca da globalização, Milton Santos faz uma crítica à sociedade hipercapitalista, onde a necessidade de lucrar está acima de qualquer outra questão importante. Por consequência disso, a tendência da população infantil é desenvolver diabetes, hipertensão e distúrbios psicológicos ligados à aparência e aceitação na escola.
Além disso, é importante destacar a negligência dos pais em relação ao comportamento infantil. Isso ocorre, pois permitem que as crianças fiquem a maior parte do tempo em frente à TV, comendo alimentos não saudáveis, além de não incentivarem a prática de atividades físicas. De acordo a Organização Mundial da Saúde, 7,3% das crianças menores de 5 anos estão acima do peso, dado que confirma o preocupante crescimento da obesidade infantil no Brasil. Logo, torna-se evidente a importância da mobilização da sociedade para possibilitar a resolução desse problema.
Diante dos fatos supracitados, é evidente que a questão da obesidade infantil no Brasil precisa ser revisada. Por isso, cabe ao Estado, na figura do Ministério da Saúde, proibir propagandas que tenha o objetivo de estimular o consumismo de alimentos não saudáveis, através de resoluções e projetos de leis enviadas ao STF, cuja finalidade é diminuir a influência da mídia sobre as crianças. Além disso, é dever da família e da sociedade incentivar a prática de esportes, por meio da promoção de eventos nas comunidades, a fim de resolver a problemática. Dessa maneira, as intervenções propostas apresentam forças suficientes para mudar o percurso da problemática.