Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/08/2018

Não é novidade que a obesidade infantil virou um problema de saúde pública no Brasil e em vários lugares do mundo. Essa tese pode ser comprovada por dados do Ministério da Saúde, que apontam uma em cada três crianças brasileiras entre 5 a 9 anos de idade estão com sobrepeso. Dessa forma, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que milhares de crianças de todo o país têm o seu direito à saúde assegurado pela Constituição de 1988, que prioriza o direito à vida, à saúde e uma boa alimentação para todas as crianças.

Em primeiro lugar, a vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos, fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente. Hoje em dia, ao contrário de alguns anos atrás  as crianças devido a violência urbana a pedido de seus pais, ficam dentro de casa com atividades que não as estimulam fazer atividades físicas como correr, jogar bola, brincar de pique etc., levando-as a passarem horas paradas enfrente a uma tela e quase sempre com um pacote de biscoito ou um sanduíche regados a refrigerantes. Isto é um fator preocupante para o desenvolvimento da obesidade.

Além do mais, o consumo demasiado de alimentos gordurosos apresenta-se como outro fator preponderante para  o combate à obesidade infantil. A correria do dia a dia proporcionado pelos avanços econômicos, sociais e tecnológicos contribuiu de forma indireta para o crescente aumento deste quadro, junto com o bombardeio da mídia que incentiva o consumo dos famosos ‘‘Fast food’’.

Logo, é necessário que o Ministério da saúde, em parceria com os meios de comunicação, incentive o consumo de alimentos saudáveis e a prática de atividades físicas, por meio da criação de quadras poliesportivas, e a divulgação da periculosidade dos alimentos gordurosos para a saúde infantil. É notável, ainda, que os pais dessas crianças exijam do poder público a diminuição das propagandas infantis, e mais segurança para a prática de esportes.