Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/08/2018
Um problema reversível
Fruto da Terceira Revolução Industrial, à obesidade infantil tornou-se um problema de saúde pública em todo o globo. Nesse sentido, no território brasileiro, esse problema já afeta mais da metade dos infanto-juvenis, fato que pode desencadear doenças respiratórias e crônicas, além de afetar a autoestima. Tendo em vista que a obesidade está atrelada à precária alimentação e a fatores biológicos, deve-se analisar como a alienação familiar e a negligência estatal contribuem para a cristalização do problema.
Em primeiro plano, é notório que as famílias são persuadidas pela mídia ao comprarem alimentos para as crianças ricos em sódio e pobres em nutrientes. Isso acontece porque falta conhecimento e senso crítico dos responsáveis ao alimentarem as crianças com comidas industrializadas, prontas para consumo. Nesse sentido, segundo o Ministério da Saúde, mais de 50% das crianças brasileiras estão acima do peso, problema que compromete as futuras gerações, as quais poderão desencadear diversas doenças, tais como: diabete, hipertensão, pressão alta e problemas respiratórios.
Em segundo plano, a falta de políticas públicas acerca da produção e comercialização de alimentos com qualidade afeta, principalmente, crianças com tendências de engordarem. Essa triste realidade decorre do liberalismo comercial existente no Brasil, o qual permite a venda de produtos prejudiciais à saúde com poucas instruções nutricionais e, muitas vezes, com vocabulário de difícil entendimento e sem destaque na embalagem. Com efeito, atrelado ao sedentarismo e a má qualidade do sono, esses alimentos contribuem para o sobrepeso de crianças com características biológicas de engordarem. Em consequência, nota-se nos indivíduos com maus hábitos alimentares, ausência de atividades físicas, os quais poderão tornar-se adultos doentes.
Depreende-se, portanto, que a precária alimentação infanto-juvenil brasileira carece de medidas públicas e sociais. Para isso, o Ministério da Saúde deve exigir maior transparência no comercio de alimentos, através da implantação de um símbolo, em forma de triangulo, o qual pode trazer um alerta para os consumidores sobre a qualidade dos ingredientes ali presente. Ademais, a mídia deve abordar, através de entrevistas e palestras com nutricionistas e biólogos, dicas de alfabetização do paladar e alimentos saudáveis, ideal para as crianças. Assim, poderemos ter, em médio prazo, uma sociedade saudável e livre das imposições alimentares da Terceira Revolução Industrial, como dizia o filosofo Plantão, “o importante não é viver, mas viver bem”.