Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/10/2018
“Consumo, logo existo”. Frase pronunciada pelo importante sociólogo Zygmunt Bauman, demonstra que na sociedade contemporânea, a condição indispensável à vida é o consumo. Nesse contexto, inserem-se os famosos “fast-foods” e os mais diversos alimentos calóricos, consumidos indiscriminadamente pela população. Além disso, a maneira como é conduzida a publicidade desses produtos, corrobora para o aumento de sua ingestão, refletindo na problemática da obesidade infantil. Ademais, outro fator corroborante para o problema é a prática quase inexistente de exercícios físicos pelos jovens no país.
A priori, é importante destacar que, os alimentos “saborosos” que são anunciados de maneira pertinente, por meio de propagandas, nos meios midiáticos, atraem a atenção do público infanto-juvenil, os coagindo a consumir comidas que oferecem uma aparência apetitosa, mas que oferecem pouco valor nutricional, acarretando, a médio e longo prazo, inúmeros problemas de saúde, pois são produtos totalmente industrializados, ricos em calorias, o que contribui para o aumento da obesidade infantil no país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 15% das crianças com idade de 5 a 9 anos têm obesidade.
Outrossim, vale ressaltar ainda que, a pouca atividade física praticada por jovens, agrava ainda mais a situação, pois seus hábitos sedentários, como assistir televisão e jogar videogame, por longos períodos, sem praticar nenhuma atividade, contribuem para a diminuição do gasto calórico. Para cada hora de exercício físico, praticado diariamente pela criança, o risco de obesidade cai 10%, segundo informações do Site UOL. Com isso, percebe-se o quão é importante incentivar jovens a movimentarem-se mais, deixando de lado o sedentarismo, o que diminuiria os casos de obesidade e de doenças, que surgem com o sobrepeso.
Urge, portanto, a necessidade de medidas para reduzir casos de obesidade infantil na população infanto-juvenil brasileira. Os jovens de hoje serão os adultos do futuro, por isso a importância de que haja uma reeducação alimentar, começando nas escolas. Projetos devem ser feitos pelo Ministério da saúde, levando a todas as instituições de ensino do país, aulas de culinária, palestras com nutricionistas, profissionais da educação física, evolvendo toda a comunidade escolar. Além disso, o Governo Federal deve implantar medidas que visam reduzir a publicidade de alimentos não saudáveis ao público jovem, dispondo de medidas punitivas para empresas que infringirem a norma. A mídia, por sua vez, deve difundir campanhas ao combate da obesidade infantil, e ao incentivo da prática de atividades físicas pela população. Assim, a sociedade se tornará, de maneira gradativa, mais saudável.