Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 18/08/2018

Desafios de um “Brasil idoso”

“Saber envelhecer é uma grande sabedoria da vida”. A frase proferida pelo filósofo suíço Henri Amiel reflete sobre este fenômeno global: o envelhecer. Neste contexto, o aumento da expectativa de vida no Brasil, apesar de positivo, também implica em impactos profundos, tanto na esfera da saúde, quanto no setor previdenciário nacional. Portanto, deve-se combater, com precisão, o problema exposto.                    Primordialmente, sabe-se que o idoso precisa de mais auxílios médicos devido à propensão a desenvolver doenças cardiovasculares. Com isso, exige-se mais dos hospitais e postos de saúde, o que acarreta superlotação e demora no atendimento, principalmente em unidades centrais que atendem pacientes das cidades vizinhas. Outrossim, o idoso necessita, muitas vezes, de diversos medicamentos para manter sua saúde, o que representa um agravante para aposentados que recebem pouco enquanto que os remédios sofrem reajustes, aumentando seu preço, como o ocorrido no ano corrente de 4,76%.

Convém analisar, também, que a sociedade brasileira terá de lidar com urgências ocasionadas pela nova transformação social. Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo assistiu ao fenômeno do “baby boom”, caracterizado pela alta taxa de natalidade, anos mais tarde, toda a conjectura observada no período citado, transformou-se em um saldo positivo de contribuintes no mercado de trabalho. Porém, com a chegada do século XXI, a mulher ganhando cada vez mais espaço, os avanços medicinais e o planejamento familiar, houve uma reconfiguração social que atualmente enfrenta a dívida ocasionada na Previdência Social, cujo quadro já é caótico. Afinal, a aposentadoria é sustentada pelo grupo que ocupa a metade da pirâmide social. Sendo assim, a cada menos contribuições pela população economicamente ativa, mais rombo haverá na previdência.

Diante do exposto, verifica-se que a longevidade se manifesta como um fator positivo, sendo necessária a adoção de medidas para solucionar alguns entraves suscitados. A princípio, cabe ao Governo Federal, atuando por meio do Ministério da Saúde, disponibilizar mais vagas de residência médica nos hospitais públicos, a fim de que profissionais recém-formados possam adquirir experiência e agilizar os atendimentos hospitalares. Ademais, o Banco do Brasil deve disponibilizar um crédito especial para os aposentados que queiram investir em um negócio empresarial. Isso deve ser difundido por meio de campanhas e propagandas de televisão, a fim de que os idosos voltem a contribuir com a receita federal do país, além de gerar empregos e dinamizar a economia nacional. Com a efetividade de tais medidas, o Brasil poderá, com segurança, transformar-se no “país dos velhinhos”.