Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 08/06/2018

Relativo aos desafios do combate à obesidade infantil, é possível afirmar que a mídia é o elemento intensificador dos maus hábitos alimentares dos pequenos, visto que se utiliza de fortes propagandas apelativas voltadas a esse público inexperiente de pensamento analítico para decidir o que é melhor para si. Nesse âmbito, a ausência do Poder Público em impor severas punições a essas campanhas publicitárias tem aumentado os gastos com a saúde pública em tratar doenças causadas pela má alimentação, tais como: problemas cardíacos e diminuição da auto-estima.

É válido ressaltar, de início, que os comerciais que mais circulam na televisão durante o horário da manhã e da tarde são direcionados - sobretudo - às crianças. Nesse viés, é notório que os estudos midiáticos se atêm essencialmente à esfera infantil, a fim de aumentar e potencializar seus lucros sob os ingênuos. Não obstante, o uso de personagens de desenhos animados em embalagens de alimentos é um dos vetores dessa propagação de informações alienadoras e persuasivas. Assim, fica claro que essas atitudes do mundo Globalizado podem ser consideradas violências infanto juvenil, uma vez que traz danos severos tanto à saúde corporal quanto à mental dos menores.

Outrossim, de acordo com o pensador Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, a família sendo o órgão primário de socialização, que passa valores e modo de pensar aos seus rebentos, possui uma parte da culpabilidade, haja vista que as condutas das crianças são reflexos do modo de agir dos pais ou dos indivíduos que passam a maior parte do tempo próximos. Nesse contexto, a educação alimentar dos familiares exerce firme determinação na escolha dos alimentos ingeridos pelos filhos.

Para que o equilíbrio social, defendido por Aristóteles, seja mais visível na sociedade contemporânea, é necessário, portanto, que algumas atitudes sejam tomadas. Dessa maneira, é imprescindível que o Governo Federal imponha uma quantidade tolerável de veiculação de anúncios em TV destinados às crianças, por meio de fiscalizações e multas às empresas que descumprirem a regularidade. Somado a isso, que o Ministério da Saúde com o Ministério da Educação formulem avisos em rádios e em emissoras de televisão sobre as consequência do excesso de consumo de comidas com alto teor de gordura, de sal  e altamente açucaradas. Por fim, que as escolas disponham de palestras e minicursos, a respeito da alfabetização do paladar nos primeiros três anos de idade dos estudantes.