Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/06/2018

’’ Não vivemos para comer, mas comemos para viver’’, essa assertiva de Sócrates demonstra o oposto vivido pelas crianças atualmente. A obesidade infantil é uma das grandes preocupações mundiais, visto que, cada vez mais, as crianças são vítimas da pressão midiática, dos seus próprios sentimentos e até mesmo da falta de tempo dos seus responsáveis. Dessa forma, é necessário avaliar e procurar alternativas que amenizem tal problemática.

O aumento de peso exacerbado pode trazer sérias consequências a vida das crianças ainda na infância. O excesso de gordura no corpo pode acarretar o aparecimento de doenças, como as cardíacas, o diabete e o colesterol alto, além de distúrbios alimentares. Além disso, observa-se com muita frequência, haja visto que a OMS classificou a obesidade como uma epidemia mundial, a perda de qualidade de vida dessas crianças, que como resultado desse problema, muitas não conseguem acompanhar as outras nas brincadeiras e até sofrem preconceito pela sua aparência. Mostra-se, assim, que a obesidade interfere  negativamente no desenvolvimento das crianças.

Sob esse viés, é factível observar as causas do sobrepeso infantil intrínsecas na sociedade. Por ainda não terem o seu senso crítico formado, as crianças não julgam além do que veem, por exemplo, na propaganda de um brinquedo, quando para ganha-lo é necessário comer um hambúrguer, por isso é necessário grande interferência de um responsável nas ações e na alimentação das crianças, como disse Pitágoras:  ‘‘Educai as crianças, para não ter que corrigir os adultos’’, referindo-se, nesse caso, a educação alimentar. Outrossim, há a crescente substituição das brincadeiras tradicionais, as quais promoviam a diversão e, também, o exercício físico pelos jogos e brinquedos tecnológicos, que isolam  o indivíduo em uma sala, sentado, vidrado em uma tela e comendo. Evidencia-se, então, que o cenário de vida atual influencia muito no aumento de casos de obesidade infantil.

Destarte, são necessárias intervenções conjuntas da sociedade para melhorar a qualidade de vida das crianças e ,consequentemente, diminuir os índices de obesidade.O Estado deve criar leis que incluam alimentos saudáveis na vida escolar das crianças, controlando as vendas dos muito gordurosos, além de fiscalizar se os alimentos, principalmente os infantis, estão com os ingredientes detalhados e com a tabela nutricional, para o auxilio dos pais na hora de escolher o que o seu filho vai comer. A mídia, por sua vez, deve veicular com moderação as propagandas de alimentos, que em excesso, são maléficos, cuidando, também, para não induzir a criança a compra de brinquedos por meio da alimentação. Cabe, ainda, a família  supervisionar a alimentação das crianças, prezando, sempre, pelo equilíbrio. Somente assim, aplicar-se-á a assertiva de Sócrates.