Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/06/2018

A época em que crianças rechonchudas e com eram vistas como saudáveis e bem nutridas passou. Hoje, o Ministério da Saúde encara essas características como um problema, uma vez que um terço das crianças brasileiras encontra-se acima do peso e cerca de 14% delas já são consideradas obesas. A falta de informações acerca das orientações nutricionais para gestantes e os maus hábitos alimentares das crianças são alguns dos causadores dessa realidade e devem ser combatidos, a fim de evitar que as futuras gerações tenham uma menor expectativa de vida devido à obesidade infantil.

Há um ditado popular que afirma que as gestantes devem comer em dobro para garantir saúde a seu bebê. Infelizmente, essa crença, aliada à alimentação característica da vida moderna, ou seja, com comidas fáceis de preparar, porém pouco nutritivas, leva a uma alta ingestão de lipídios e açúcares durante o período gestacional e, consequentemente, a um aumento de peso excessivo. Tal ganho de peso durante a gravidez, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Southampton, resulta no nascimento de bebês com altas chances de desenvolverem obesidade infantil. Verifica-se, portanto, que existe urgência em conscientizar as mulheres sobre o impacto que seus comportamentos alimentares, durante a gestação, têm sobre a saúde e a vida de seus filhos.

Outro aspecto que deve ser levado em consideração quando o assunto é obesidade infantil são os hábitos alimentares das crianças. De acordo com o documentário “Fed Up”, o paladar humano é desenvolvido durante os primeiros anos de vida, isso, portanto, é essencial que as crianças aprendam sobre a importância de comer de forma saudável desde cedo. Em contrapartida, segundo um relatório da Pesquisa Nacional de Saúde, a verdade é que quase 60% das crianças com menos de 2 anos consomem alimentos ricos em açúcares e pouco nutritivos. Se medidas não forem tomadas, as consequências para a saúde delas serão graves, uma vez que a obesidade infantil está relacionada ao desenvolvimento de diabetes, hipertensão, além de doenças cardiovasculares.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que a a obesidade infantil pode ser combatida com medidas que orientem a população em relação à nutrição da mulher grávida e com melhoria dos hábitos alimentares das crianças. É necessário que o Ministério da Saúde, por meio de campanhas, em postos de saúde e hospitais, conscientize médicos e mulheres sobre a importância de uma alimentação saudável durante o período pré-natal, a fim de evitar o nascimento de bebês com predisaaposição à obesidade. Também cabe ao Ministério da Educação implantar, como parte das rotinas escolares, atividades que eduquem as crianças a se alimentarem de forma saudável dentro e fora da escola, reduzindo, assim, o número de crianças afetadas pelo sobrepeso e pela obesidade infantil. Commedidas, as futuras gerações terão uma melhor qualidade de vida.