Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 06/06/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão da obesidade infantil no Brasil,verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, torna-se clara a má alimentação nutricional, bem como a falta de atividades físicas.

Primeiramente, é indubitável que o principal fator responsável pela obesidade infantil é a má alimentação. Desse modo, observa-se que a atitude dos pais que optam por comprar alimentos industrializados, na maioria das vezes pela praticidade do preparo e o baixo custo, é imprudente, já que esses alimentos possuem baixo valor nutricional e são produzidos levando em consideração mecanismos neurobiológicos que, de acordo com especialistas, são responsáveis pela dependência alimentar, acarretando, além da obesidade, problemas como a anemia e doenças cardiovasculares.

Ademais, estudos apontam que cerca de 10% das crianças que passam mais de 1 hora, por dia, na frente da TV, videogames ou computadores, são obesas. Logo, destaca-se o sedentarismo como impulsionador do impasse, visto que com o avanço das tecnologias, as crianças brincam e praticam atividades físicas cada vez menos, o que consequentemente aumento o peso delas, pois, quando não se movimentam, não perdem calorias.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas governamentais capazes de combater a obesidade infantil. Portanto, o Ministério da Educação (MEC), deve disponibilizar profissionais formados na área de nutrição alimentar, para as escolas públicas, que atuem como supervisores e solucionadores de possíveis casos de sobrepeso infantil, estabelecendo uma reeducação alimentar, por meio da ação em conjunto com os pais dos alunos. Além disso, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Por conseguinte, o Ministério das Comunicações em parceria com o MEC, deve difundir por via de meios midiáticos, como a TV, um ideal impactante a respeito das consequências da obesidade infantil, com o intuito de estimular nas crianças, o hábito de praticar exercícios físicos e de ter uma alimentação saudável.