Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 29/05/2018
Segundo Gandhi, “o futuro depende do que fazemos no presente”. Nesse sentido, combater a obesidade infantil no agora é essencial para evitar problemas de saúde pública a posteriori. Contudo, nos dias atuais, A falta de políticas públicas preventivas somada ao avanço dos alimentos multi-processados são fatores que dificultam a solução do problema.
É importante pontuar, de início, que no mundo pós industrial, a celeridade com que as cosias ocorrem, muitas vezes, não permite que os pais tenham tempo para cuidar da própria saúde ou da saúde de seus filhos. Os jovens, por sua vez, substituem progressivamente os alimentos naturais por alimentos industriais, exemplo disso, é o crescimento das vendas de alimentos instantâneos nas ultimas décadas. Ademais, o advento das telecomunicações e dos jogos eletrônicos fazem concorrência às práticas de atividades esportivas.
É valido salientar, também, que na visão o médico e escritor brasileiro Drauzio Varella a saúde pública no país é direcionada para o tratamento, mas, sistemas de saúde pública com foco na prevenção têm melhor relação de custo e benefício. Isto é, promover os bons hábitos alimentares e a prática de atividades físicas entre os jovens, é mais barato que tratar doenças como hipertensão, obesidade, diabetes e problemas cardíacos em adultos, além de evitar todo o transtorno e sofrimento trazidos por essas doenças. Praticas saudáveis proporcionam, ainda, melhor qualidade de vida para a população.
Cabe, portanto, ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor, composto por associações que buscam se organizar para lograr melhorias na sociedade, deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussões nas escolas públicas e nas mídias sociais a juventude quanto aos problemas da obesidade infantil. O Estado, por sua vez, deve fornecer atendimento nutricional e avaliações físicas gratuitas em todos os postos de atenção básica do sistema de saúde pública.