Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 28/05/2018

O filósofo e matemático ateniense, Platão, conjectura que o importante não é apenas viver, mas sim, viver bem. Todavia, no Brasil, a realidade vivenciada deturpa a descrita, uma vez que a obesidade infanto-juvenil, - fruto da alimentação inadequada com sedentarismo- compromete a saúde e afeta também o psicológico destes indivíduos.

Antes de tudo, é necessário ressaltar que a obesidade é um problema crescente no país, onde de acordo com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde, em 2013, cerca de 8% de todas as crianças de 0 a 5 anos estavam a mercê da obesidade. Além disso, é evidente que o Estado falha ao não promover ações o suficiente em relação a saúde pública, fato este que corrompe com o artigo 197 da Constituição Federal, o qual garante ser de relevância pública as ações e serviços da saúde.

Somando a isso, tem-se que a doença pode ser uma herança genética, portanto, a mesma tem como seu principal influenciador os famosos Fast Food. Nesse sentido, as comidas industrializadas ganham espaço na vida da população em geral, chamando mais atenção das crianças e adolescentes, de maneira a dificultar, posteriormente, a eliminação de maus hábitos alimentares.

Em virtude dos fatos mencionados, é notória a importância de um certo engajamento do Tribunal de Contas da União, direcionando capital para que o Ministério da Saúde invista em serviços e ações, através de mutirões de especialistas na área (médicos, nutricionistas e agentes da saúde), com o intuito de fornecer uma boa qualidade de vida. Paralelamente, cabe a família, a escola, a mídia e o próprio Ministério da Saúde, promover a conscientização, por meio de programas e palestras, a fim de mostrar à sociedade os males acarretados mediante de uma má alimentação e do sedentarismo.