Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 24/05/2018

Entre os debates mais intensos que permeiam a sociedade atual, uma questão que não pode ser colocada em segundo plano, certamente, é a obesidade infantil. Com o advento do capitalismo e consequentemente a expansão do ‘‘fast food’’ e ‘‘junk food’’ - alimentos com alto teor calórico - os índices de obesidade tem crescido constantemente. As crianças são as mais suscetíveis a tal acontecimento, visto que além de gostarem das comidas calóricas são influenciadas por brindes na compra dos alimentos. Nessa conjuntura, há dois fatores que contribuem para tal problemática, como a má alimentação e o sedentarismo.

Zygmunt Bauman, importante sociólogo, ao citar a frase:‘‘Consumo, logo existo’’, demostra a necessidade imprescindível de consumo da sociedade moderna. As frutas, vegetais, legumes, hoje já não fazem parte das principais refeições das crianças, os quais são substituídos facilmente por refrigerante, batata frita e lanche. Com uma alimentação não balanceada e com o grande consumo de alimentos industrializados e calóricos, as crianças já começam a se enquadrar em um grupo de indivíduos pouco aceitos: os obesos.

Outro ponto notório é que hodiernamente, com o constante avanço da tecnologia, as atividades físicas perderam lugar para produtos eletrônicos. Com isso, as crianças passam grande parte do tempo livre nas redes sociais ou em jogos virtuais, fato que favorece a extinção das atividades físicas, tendo como consequência, o sedentarismo.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação promova nas escolas, palestras de conscientização para pais e alunos, mostrando os riscos resultantes de uma má alimentação, incentivando a prática de atividades físicas e inserindo refeições saudáveis nas alimentações oferecidas. Só assim o problema será gradativamente minimizado. E como disse Oscar Wilde:‘‘O primeiro passo é o mais importante para a evolução de um homem ou nação’’.