Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/05/2018

Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito de obesidade infantil, é possível afirmar que não é uma invenção atual. A problemática permanece ligada à realidade do país, seja pela inatividade, acompanhada pelos distúrbios psicológicos . Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal conduta para a sociedade.

É irrefutável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o sedentarismo infantil limita essa harmonia, a exemplo, segundo dados do Ministério da Saúde, 8,4 adolescente estão obesos. A datar da Terceira Revolução Industrial, em que a tecnologia avançou potencialmente, a forma de lazer dos jovens é cada vez mais parado, seja com o uso de brinquedos eletrônicos ou celulares, resultando em baixas calorias gastas, consequentemente o rápido aumento de peso.

Desse modo, não apenas a falta de mobilidade física, como também doenças crônicas, que acarretam o ganho de peso, como impulsionador do problema, é um fator importante para a reflexão. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que a ansiedade tem sido um problema mundial, e os baixinhos não estão distante dessa realidade. A compulsão por alimentos industrializados é alarmante, uma vez que tais alimentos liberam endorfina, que gera uma sensação imediata de prazer, tornando um ciclo vicioso de alivio e prazer. A ansiedade infantil afetam 10% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de idade.

É notório, portanto, que ainda há entraves para assegurar a solidificação de políticas que tendam à construção de um mundo melhor. Destarte, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes, palestras de núcleos culturais gratuitos em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a doenças mentais infantil, maneiras de lidar com filhos que se encontram nessa situação, e também disponibilizando mais professores que ministrem aulas como dança e basquete, que atraiam o público infantil, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e que não caminhe para um futuro degradante.