Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 21/05/2018

Segundo os filósofos da Escola de Frankfurt, o capitalismo monopolista provoca o consumo excessivo, inclusive dos alimentos. Nesse contexto, insere-se a obesidade infantil no Brasil, a qual provoca sérios problemas físicos e psicológicos nas crianças e que, portanto, precisa ser combatida pela mudança de comportamento social e maior comprometimento do Poder Público.

Nesse cenário, a alimentação inadequada possibilita a persistência de tal problemática. Observa-se, então, atualmente, a preferência e o consumo pelas crianças e adolescentes de alimentos industrializados com pouco valor nutricional, como salgadinho e refrigerantes, estimuladas pelas propagandas midiáticas, processo de massificação cultural, nas escolas e nas famílias. Além disso, no Brasil, há escassez de espaços públicos para a prática de atividade física e tempo reduzido da hora-aula de educação física nos colégios e nas creches que contribuem para o sedentarismo dos infantes.

Ademais, há de se considerar os novos hábitos infantis. Dentre nesses, destaca-se o elevado tempo de tela em “tablets” e nos celulares, o que reduz o tempo de sono das crianças provocando o aumento da produção de hormônios, como a grelina, que aumenta a fome dos mesmos. Isso leva ao consumo excessivo de alimentos calóricos e, assim, à obesidade a qual causa não só danos físicos, como hipertensão, diabete e micoses, mas também psicológicos, como anorexia e depressão, pela marginalização social dessas crianças consideradas, frequentemente, “anormais” pelos seus colegas sofrendo “bullying”.

Diante disso, a obesidade infantil, no Brasil, é um sério problema de saúde pública, reflexo dos novos hábitos infantis, fazendo-se necessário para seu combate a estimulação de uma alimentação saudável, como consumo de frutas e verduras pelas crianças, por meio de palestras nas escolas e campanhas midiáticas promovidas por ONGs e pelas Secretarias de Saúde. É preciso, ainda, incentivar a prática de atividade física pelos infantes por meio da construção de espaços de lazer nas cidades pelo Poder Público, bem como pelo aumento das horas-aula de educação física infantil nas escolas e nas creches públicas e privadas.