Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 19/06/2020
Quinto maior país do mundo; mais de dezessete mil quilômetros de fronteiras; quantidades insuficientes de aparatos tecnológicos; baixo efetivo policial nas divisas dos dez países vizinhos. Tudo isso corrobora para que haja dificuldade da polícia na fiscalização das mercadorias ilegais que entram no Brasil.
É importante pontuar de início que o Brasil possui grandes extensões de fronteiras terrestres e marítimas. Infelizmente, as ações de combate ao comércio ilegal no país são reduzidas, já que, o contingente policial não consegue fiscalizar todo o território fronteiriço. Desse modo, os traficantes se articulam e burlam as tentativas de apreensão das mercadorias. Um exemplo de como o tráfico é organizado se passa na série televisiva Narcos, em que uma rede altamente especializada no tráfico de drogas colombiano consegue enviar suas mercadorias ilícitas para vários países. Portanto, é urgente a desarticulação dessas organizações ilegais que prejudicam o Brasil.
Outrossim, o baixo investimento tecnológico e de ferramentas de proteção para os policiais dificulta ainda mais as intervenções contra o tráfico. Evidentemente, os profissionais que trabalham na linha de frente combatendo o comércio ilegal necessitam de equipamentos substanciais que protejam a sua vida durante as operações, entretanto, esses aparatos de defesa são reduzidos. Além disso, o país precisa investir em tecnologias que defendam os seus interesses socioeconômicos, pois, de acordo com o FNCP, Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, em 2018, o Brasil perdeu cento e noventa e três bilhões de reais para o mercado contrabandista.
Ante o exposto, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública crie mais concursos destinados para agentes da Policia Federal que combatem o tráfico, ampliado o número de vagas destinadas a esse cargo a fim de intensificar o efetivo policial e reduzir o contrabando nas fronteiras do Brasil. E assim, salvaguardar os direitos do país.