Desafios da polícia de fronteira no Brasil

Enviada em 15/06/2020

O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial com 8,51 milhões de km² e tem a terceira maior fronteira terrestre do mundo, com 16.866 km de extensão, além de uma costa marítima de 7.408 km. Sendo um país com dimensões continentais e uma política de segurança pública franzina e pífia, vários problemas surgiram e vêm surgindo com o passar do tempo, como o tráfico de drogas, o contrabando e a imigração ilegal. Destarte, é imprescindível que o Governo Federal adote políticas públicas que deem um maior suporte às policias de fronteira no país.

Em primeiro lugar, cabe abordar as dificuldades que a Polícia Federal (PF) encontra para combater o tráfico de drogas nas zonas fronteiriças, são apenas 982 policiais federais para patrulhar 16.886 quilômetros de fronteiras terrestres. Além disso, os países que fazem fronteira com o Brasil são os maiores produtores de drogas ilícitas do mundo. Segundo Oslain Campos Santana, Diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, “Infelizmente o Brasil faz fronteira com os três maiores produtores de cocaína do mundo, além do Paraguai, que é produtor maconha e é por onde toda essa droga entra no país”. Por conseguinte, é urgente que a PF tenha um maior suporte dos governantes federais e estaduais nas regiões onde ocorre o tráfico.

Ademais, outro fator a salientar é a falta de tecnologia para o monitoramento de todas as fronteiras do país. O Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) cobre cerca de 4% das fronteiras do Brasil, aproximadamente 660 quilômetros. Essa cobertura é muito superficial e precisa ser aumentada urgentemente. Para o General Fernando Azevedo e Silva, chefe do Estado-Maior do Exército, “As condições das fronteiras brasileiras implicam necessariamente em ampliação da tecnologia”. Sendo assim, tem-se a necessidade de investimentos não só em pessoal, mas também em tecnologia.

Pela observação dos aspectos analisados, fica claro que a solução viável para que todas as dificuldades que a polícia de fronteira enfrenta viria por meio de uma intervenção do Governo Federal, criando o projeto “Fronteira Segura”. Nele, o contingente de policiais federais seria aumentado, seriam feitas parcerias com as Polícias Militares dos estados fronteiriços para que esse patrulhamento fosse mais efetivo, o Sisfron passaria a cobrir toda a extensão das fronteiras do Brasil, além de serem feitos maiores investimentos em tecnologias, como câmeras térmicas nas florestas, por exemplo. Também seriam feitos acordos de colaboração com os países vizinhos, pois essa guerra não se vence sozinho. Dessa forma, essas dificuldades seriam vencidas aos poucos e o Brasil passaria a ser um país mais seguro para se viver.