Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 03/03/2020
Durante o período Medieval, era comum que as cidades fossem edificadas nos arredores de fronteiras fortificadas para preservar a segurança do Rei e dos demais habitantes do feudo. Atualmente, embora longe do feudalismo, falar sobre a proteção das divisas territoriais tornou-se caso de interesse público, ao passo que uma delimitação nacional insegura é porta de entrada para entorpecentes, contrafeitos e doenças, entre outras coisas. Haja vista que o Brasil tem dimensões significativas em terra e população, torna-se passagem e rota para muitos criminosos, os quais desejam escoar seus produtos no país e fora dele. Desse modo, cabe analisar os desafios e soluções para as fronteiras brasileiras.
Mormente, o documentário “Aeroporto: Área Restrita” mostra a rotina aeroportuária no combate a entrada de drogas e produtos falsificados durante embarques e desembarques. Outrossim, esse trabalho impacta de maneira significativa no comércio e no combate a narcóticos no Brasil. Sobre os objetos falsos, vale salientar que há mercadorias as quais entram sem taxação de impostos ou advindos de produções clandestinas, e como entrarão mais baratos prejudicarão os vendedores locais. Similarmente, os entorpecentes, além de todos pontos supracitados, ainda são substâncias proibidas nacionalmente e de teor altamente tóxico o qual prejudica, também, seus usuários.
Sobre outra ótica, proteger as fronteiras é também zelar pelo bem-estar de moradores, refugiados e de mulheres e crianças alvos de tráfico de pessoas e de órgãos. Fora isso, ainda há as questões de terroristas e doenças. Recentemente, o Coronavírus (Covid-19) tem sido um fator de peso no bloqueio das divisas internacionais, como a Rússia e o Paquistão, com o fito de impedir o avanço da pandemia e preservar seus habitantes. Em vista disso, nota-se a amplitude da importância de proteger esses espaços de delimitação territorial não só terrestre como, também, aéreo e marítimo.
Destarte, faz-se mister formular um projeto de controle de fronteiras aliado à tecnologia, as Forças Armadas do Brasil (FA) e a Polícia Federal (PF). Assim sendo, cabe a essa coalizão o trabalho de supervisionar as divisas brasileiras através do uso de drones para sobrevoos em áreas de mata, Inteligência Artificial (IA) no reconhecimento de rostos, placas, malas e atividades suspeitas, seja em rodovias ou em aeroportos. No mais, para fiscalização rodoviária, aumentar o número de fiscais nas principais vias de acesso ao país, como também mover atividades de inteligência em cidades vizinhas. Desse modo, será possível conter o avanço de criminosos, impedir o escoamento de drogas e preservar os brasileiros de possíveis fraudes e afins.