Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Devido à grande extensão territorial, o Brasil tem como um de seus principais problemas a dificuldade de fiscalizar as fronteiras. Com isso, têm-se consequências negativas, como o reaparecimento de doenças já extintas no Brasil e o aumento da entrada de imigrantes ilegalmente. Logo, medidas são necessárias para solucionar essa problemática.
Nessa perspectiva, é importante ressaltar que, atualmente, a Venezuela, país no qual o Brasil faz fronteira, está vivenciando uma crise política, econômica e social. Em decorrência disso, o número de cidadãos que tentam atravessar a fronteira aumentou significativamente. Entretanto, por causa da fiscalização precária, alguns imigrantes entraram no território brasileiro contaminados pelo vírus do sarampo, o que, consequentemente, afetou a população local, fazendo com que o Brasil perdesse o status, concedido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de país livre do sarampo.
Ademais, uma atitude tomada historicamente pelo governo brasileiro, a fim de melhorar o monitoramento dos limites territoriais, é a ampliação do policiamento nessas áreas. Contudo, tal medida se mostra ineficaz, uma vez que é comum tanto a entrada de imigrantes clandestinos, quanto cargas com mercadorias ilegais, como drogas e animais. Um exemplo ocorreu no Rio Grande do Sul, onde estrangeiros trouxeram javalis ilegalmente para a comercialização da sua carne, o que acarretou redução da biodiversidade local, como a morte de espécies nativas.
Dado o exposto, cabe ao governo Federal e ao governo Estadual, promoverem políticas de fronteiras mais modernas, a fim de auxiliar o trabalho dos fiscais, por meio da utilização de tecnologias, tais como sensoriamento remoto e drones. Dessa forma, será possível garantir uma melhor eficácia no monitoramento das fronteiras, além de contribuir com as questões relacionadas à saúde e ao meio ambiente.