Desafios da polícia de fronteira no Brasil
Enviada em 30/10/2019
No Seculo XIX, com a a assinatura do tratado de Madri (um acordo entre Portugal e Espanha que redistribuiu as áreas de influencia na America), o Brasil, na época colônia portuguesa, alcançou desde então, proporções continentais. É notória, então, a necessidade de uma fiscalização ostensiva e integrada de fronteira para garantir a soberania nacional, como também inibir a criminalidade provenientes de outros países. Entretanto, na realidade do Brasil, o pouco investimento em tecnologia de segurança nas fronteiras, aliado a presença de países fronteiriços pouco efetivos no combate a criminalidade, representam um cenário desafiador para uma atuação efetiva da polícia de Fronteira no Brasil.
Em primeira analise, com uma fronteira de quase 25.000km, é fato a necessidade de inteligentes e altos investimentos nas polícias, com intuito de alcançar uma satisfatória seguridade nos limites do país. Nesse contexto, o pensamento do filósofo chinês Confúcio, quando ele diz, ‘‘Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros’’, vem de encontro com a realidade brasileira. Uma vez que, todos esses anos de falta de investimentos nas forças de segurança, precisam se tornar, episódio superado na história do Brasil. Nesse interim, é primordial a realização de uma avaliação consciente dos erros cometidos nas gestões anteriores, e planejar de forma consciente ações futuras de salvaguarda das fronteiras.
Outrossim, destaca-se o presença de países próximos, com índices endêmicos de trafico de drogas, pirataria dos mais variados produtos e contrabando de armas, como impulsionador do problema. Segundo o filosofo grego Aristóteles, ‘‘A política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que há o rompimento dessa harmonia na América do Sul, uma vez que há pouca integração e cooperação na fiscalização junto aos territórios vizinhos, haja vista que, na ausência da colaboração de um dos lados, sobrecarrega e atravanca automaticamente o trabalho do outro.
Portanto, é evidente que, ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a proteção das fronteiras brasileiras. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, ‘‘As inquietudes são a locomotiva da nação’’. Destarte, o Governo Federal, por meio do Ministério da Segurança, deve garantir maior remessa de verbas para investimentos em melhores condições de trabalho para os policiais que guardam nossas fronteiras, dando enfase especial a aquisição de novas tecnologias de monitoramento e comunicação, promovendo assim, melhor estrutura para a atuação das forças de defesa do território, a fim de que a soberania nacional seja garantida e a população possa viver com tranquilidade.