Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 14/01/2021
Desde o século XX, o surgimento da ideologia do Welfare State concentrou no Estado a responsabilidade de oportunizar o acesso aos direitos básicos do homem contemporâneo. No Brasil, a Constituição de 1988, seguindo os preceitos iluministas, passou a assegurar o direito de acesso à educação. No entanto, a falta de importância dada ao assunto, os constantes cortes de verbas destinados ao ensino e a falta de incentivo familiar e governamental representam enormes desafios à consolidação da modalidade de ensino para jovens e adultos, conhecida como EJA.
Nesse sentido, de acordo com dados divulgados pelo site O Globo, cerca de 40 milhões de pessoas não completaram seus estudos, o que impossibilita a entrada dessas nas universidades e no próprio mercado de trabalho. Tal fato demonstra a importância da existência do EJA, visto que essa é uma maneira de disponibilizar o acesso à educação às pessoas que não conseguiram usufruir desse direito na juventude. Porém, a falta de recursos e os cortes de verbas destinados a essa categoria afetam o número de escolas que aderem ao programa, ocasionando em muitas das vezes o fechamento de instituições dedicadas ao projeto.
Além disso, a falta de incentivo familiar e governamental é responsável por manter na sociedade atual os altos índices de analfabetismo e por precarizar a qualidade de ensino, principalmente dessa modalidade. Segundo o Ministério da Educação, o gasto anual com cada aluno do EJA é de aproximadamente dois mil reais, quantidade muito baixa se comparada aos gastos por estudante na escola convencional, que chega a ser o dobro desse valor. Para Immanuel Kant, filósofo moderno, a educação é um elemento primordial na formação do homem, sendo assim, faz-se necessário que haja cada vez mais investimentos nessa área do país.
Portanto, é possível perceber que a falta de investimentos na educação de jovens e adultos representa uma grande barreira para o desenvolvimento do ensino e da própria sociedade. Por isso, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, ampliar as redes de escolas que aderem ao EJA e investir na capacitação de profissionais, além de promover campanhas publicitárias que incentivem os cidadãos a concluírem seus estudos com intuito de compensar as camadas sociais que não tiveram acesso a esse direito. Dessa forma, o Brasil será um exemplo a ser seguido na área da educação, consolidando uma sociedade mais intelectual e igualitária.