Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 13/01/2021
O filme “O aluno: uma lição de vida” conta uma história baseada em fatos reais de um senhor de 84 anos que decide voltar à escola, tendo que lutar contra o preconceito. Fora das telas, diversos brasileiros têm o desejo de retornar à escola, entretanto, o Ensino de Jovens e Adultos apresenta problemas como a falta de investimento e a mercadorização da educação. Logo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Deve-se destacar, primeiramente, que o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) é a modalidade de ensino com menor investimento público. Segundo dados do Fundeb, cerca de 1%, somente, de toda verba para educação é destinadoa ao EJA. Dessa forma, o baixo investimento atrelado à falta de incentivo governamental, acarretam em uma baixa participação popular. Cabe ainda salientar, que o ensino atua como agente transformador, permitindo novos horizontes e tornando aquele que o obtêm, um cidadão do mundo, reconhecendo seus direitos e deveres.
Em segundo plano, o ensino brasileiro é visto como mercadoria pelo Estado, uma vez que a maior parte dos recursos são destinados à modalidades que incluem crianças e adolescentes, com o intuito de formar profissionais, enquanto adultos que buscam conhecimento são deixados à margem. Todavia, é importante destacar que o EJA atende, também, a jovens que evadiram suas escolas a um tempo, devido a sua baixa infraestrutura ou pela necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família. Por isso, segundo o economista Sir Arthur Lewis, “a educação nunca foi despesa, mas um investimento com retorno garantido”. Desse modo, é fundamental o investimento na educação, idependentemente do seu público, de maneira igualitária.
Portanto, é evidente que tal problemática não é tratada com exímio pela sociedade brasileira. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação, junto ao Governo Federal, assegure o ensino de qualidade para jovens e adultos, através de maiores investimentos no EJA e na capacitação de professores, com o intuito de garantir a todos, idependentemente da idade e condição social, um direito básico, previsto na Constituição Federal, que engrandece o ser humano e dá a ele a oportunidade de realização pessoal.