Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 12/01/2021
“Ordem e Progresso”: as palavras positivistas estampadas na bandeira do Brasil pouco refletem a realidade vivida por seu povo, principalmente no que tange ao alcance à educação. Sob esse viés, a Educação para Jovens e Adultos (EJA), não obstante seus esforços para democratizar o acesso à informação no Brasil, tem enfrentado constantes desafios para sua efetivação, a exemplo da evasão escolar. Dessa forma, é importante analisar que isso ocorre em razão da insuficiência legislativa presente no país associada à escassez de incentivo por parte do governo.
A princípio, ressalta-se a falta de leis vigentes. Nesse sentido, a Constituição de 1988 assegura que todos os cidadãos possuem o direito à educação. No entanto, apenas essa medida legislativa não foi suficiente para incluir os jovens e os adultos nas escolas, uma vez que o índice de graduação no Brasil continua baixo. A título de exemplo, estima-se quase 20% dos brasileiros não têm diploma, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). À vista disso, destaca-se a importância da efetivação de medidas legislativas que favoreçam o povo.
Além disso, salienta-se a carência de estímulo por parte do governo. Nesse contexto, consoante o pensamento determinista do século XIX, o homem é fruto de seu meio. Sob essa perspectiva, a carestia de encorajamento vindo do Estado brasileiro aos jovens e aos adultos para os estudos é um empecilho para a formação educacional desses indivíduos, visto que sua procura pela EJA tem diminuído nos anos passados. Como prova disso, o número de escolas que oferecem essa modalidade sofreu uma redução de mais de um terço na última década, segundo pesquisas do G1. Isso posto, verifica-se a decorrência da falta de incitação governamental.
Em síntese, o déficit legislativo, associado à míngua de instigação estatal, contribui para o baixo nível de escolarização no país. Logo, cabe ao Poder Legislativo, por meio da sanção de leis rígidas, que aumentarão o número de escolas que ofereçam a EJA, garantir a entrada tanto dos jovens como dos adultos em instituições educativas. Ademais, o Ministério da Educação, deve, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, como a televisão e as redes sociais, promover anúncios que incentivem esses cidadãos a matricularem-se nos colégios. Essas ações possuem o fito de assegurar o acesso popular aos estudos. Dessa maneira, espera-se combater os desafios da modalidade EJA e, assim, atingir não apenas a ordem, mas o progresso nacional.