Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 12/01/2021

Segundo a Constituição Federal promulgada em 1988, o acesso à educação e a um ensino público de qualidade é um direito primordial de qualquer cidadão brasileiro. Nesse viés, um dos projetos constitucionais que promovem a democratização do saber é o EJA, Educação de Jovens e Adultos, sendo um programa que ajuda na escolarização e formação de pessoas que não conseguiram cumprir a grade curricular no período adequado. Entretanto, há alguns desafios a serem superados para um pleno exercício do EJA, como a diminuição de escolas que adotam ao programa e ao baixo investimento governamental. Dessa forma, cabe ao Poder Público superar tais entraves.

Em primeiro plano, nota-se que há uma significante diminuição de escolas de rede pública que fornecem o EJA. Segundo dados divulgados pelo site do jornal G1, o número de escolas com a Educação de Jovens e Adultos do fundamental caiu 34% em uma década, à medida que o número de brasileiros sem diploma ultrapassam os 30 milhões. Nesse tocante, é nítido que há uma enorme demanda de indivíduos que precisam e querem finalizar seus estudos, seja por questões econômicas ou sociais, mas não sabem a onde recorrer, pois há pouca oferta do programa. Dessa forma, cabe as redes educacionais aderirem de forma mais contundente ao EJA.

Em segunda análise, nota-se uma negligência governamental em relação à necessários investimentos na Educação de Jovens e Adultos. Segundo dados divulgados pela Fundeb, o índice de financiamneto público do EJA é o menor entre todas as modalidades da educação básica. Tal aspecto, evidencia a ausência de interesse do Poder Público em  priorizar verdadeiramente a educação e diminuir desigualdades. Visto que, muito dos cidadãos que são beneficiados pelo EJA se encontram ou já estiveram em situação de vulnerabilidade social, portanto não completaram seus estudos.

Torna-se evidente, portanto, que ainda restam muitos desafios a serem enfrentados para que o direito constitucional de acesso a educação como o EJA oferece, seja desfrutado por todos os cidadãos. Assim, cabe ao Ministério da Educação redirecionar maiores investimentos na Educação de Jovens e Adultos, por meio da construção de polos de ensino voltados especialmente para a formação dessa parcela social, com a contratação de professores especializados nessa modalidade de ensino e a distribuição de material didático próprio, afim de que muitos brasileiros sejam beneficiados pelo EJA e consigam uma dignidade e contrução social que a educação pode promover.