Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 12/01/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos, garante a todos os cidadãos o direito da educação e bem-estar social. Em vista disso, muitos adultos buscam o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), com o objetivo de concluirem os estudos não terminados na infância ou adolescência. Contudo, impasses são encontrados não só em razão da redução de verbas, mas também devido ao preconceito cometido diante dessas pessoas. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, é válido destacar o grande número de pessoas que não conseguem concluir o ensino médio durante sua adolescência, pelo motivo do abandono a escola, buscando o EJA, como forma de oportunidade e resgate da sua cidadania. Segundo dados apresentados pelo G1, cerca de 30 a 40 milhões de brasileiros não possui certificado de conclusão dos estudos, tornando evidente, a importância do oferecimento desse meio de ensino na sociedade brasileira.

Outrossim, as dificuldades de um adulto concluir seus estudos sem a oferta do EJA aumentam, em vista de apresentar adversidades ao frequentarem uma escola, atrelado com a prática do preconceito. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é notório que as pessoas não pensam nas dificuldades que a outra encontrou para não conseguir concluir os seus estudos. Dessa forma, só por um adulto decidir enfrentar todos os desafios presentes em sua vida e mesmo assim buscar a educação, já deveria se sentir vitorioso.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas em relação aos desafios encontrados na modalidade de ensino EJA. Cabe ao Poder Legislativo, sob forma do Congresso Nacional, ampliar as políticas públicas visando uma maior participação e inclusão do adulto em busca da educação. Isso pode ser feito por intermédio de emendas constitucionais, as quais destinem parte das verbas da Lei das Diretrizes Orçamentárias Anuais a essa parcela da população, para que haja uma maior procura na conclusão do ensino na fase adulta. Dessa forma, mais pessoas buscar seu direito da educação promulgado pela ONU se beneficiar com o resgate da cidadania através do ensino.