Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 12/01/2021

A modalidade de ensino EJA é fundamental para que o indivíduo que já passou da idade escolar tenha o seu direito à educação assegurado. No entanto, no Brasil, há desvios de conduta ética que impedem o acesso a tal ferramenta. Dentre esses, cabe destacar a negligência estatal e a falta de representatividade como empecilhos da Educação de Jovens e Adultos.

Em primeira análise, pode-se afirmar que é dever do Estado fornecer acesso à educação para toda a população brasileira. Conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), entre 2009 a 2019, houve uma redução de mais de 30% no número de escolas com turmas do EJA fundamental. Sob tal ótica, percebe-se que o governo negligencia o direito básico da população, visto que não tem como prioridade garantir a Educação de Jovens e Adultos. Logo, faz-se imprescindível a dissolução dessa postura negligente do Estado.

Em segunda análise, pode-se dizer que o silenciamento da mídia é um problema. Em maio de 2020, o Ministério da Educação (MEC) divulgou o vídeo “Enem 2020: o Brasil não pode parar”, contendo apenas atores adolescentes. Nessa lógica, faz-se válido afirmar que a divulgação midiática é excludente, já que tem foco no público em idade escolar. Diante disso, diversos jovens e adultos que não frequentaram a escola convencional não encontram conteúdo informativo acerca da existência da modalidade de ensino EJA.

Verifica-se, portanto, a necessidade de efetuar mudanças nesse setor. Assim sendo, o MEC deve informar à população sobre a EJA, por meio da divulgação de vídeos educativos, com atores acima de 18 anos frequentando ambientes escolares, a fim de estimular a busca por essa modalidade de ensino no país. Tais comerciais devem conter informações acerca das unidades educacionais que ofertam a Educação de Jovens e Adultos, além de serem divulgadas anualmente, com a finalidade de atingir o máximo de pessoas. Dessa forma, será possível promover a democratização do ensino de maneira mais eficaz no Brasil.