Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 09/01/2021

EJA: educação e a construção de um Brasil melhor

O conhecimento aliado ao exercício da cidadania é capaz de alterar o espaço socioeconômico de forma grandiosa. Bem como afirmou Kant, renomado filósofo alemão, o homem nada mais é do que aquilo que a educação faz dele, o que comprova que essa é uma ferramenta poderosa na construção de um Brasil melhor. No entanto, nem sempre o acesso é igualitário à todas as modalidades de ensino e muitas vezes, a educação, sobretudo o EJA, ainda sofre com a falta de incentivo estatal e a desigualdade social presente em todo o país. Assim, sabendo a importância da capacitação dos cidadãos para o desenvolvimento social, é preciso encontrar caminhos para resolver a problemática.

Em primeira análise, é necessário um olhar macroeconômico acerca dos desafios enfrentados pelo EJA. Para isso, vale ressaltar que em países mais desenvolvidos, como Alemanha e Japão, a educação é o investimento priotário nas contas do governo, o que coloca esses países entre os maiores colocados em rankings educacionais e desenvolvimentistas do mundo. Nota-se, portanto, que esses dois fatores estão intimimamente ligados, sendo um consequência do outro. Contudo, a realidade brasileira é outra: o repasse das verbas federais acontece de acordo com as necessidades de cada estado e município, mas nem sempre são atendidas. Essa deficiência faz com que não se tenha acesso ao ensino verdadeiramente amplo, e impede o crescimento do país, diferente dos demais citados.

Em segunda instância, é preciso recorrer à uma perspectiva geográfica acerca do EJA e da educação como um todo. Conforme apresentou Milton Santos, importante geógrafo brasileiro, as diferenças do Brasil não se limitam ao aspecto físico, também estão ligadas à extrema desigualdade enfrentada pela população. Esses contrastes podem ser percebidos em regiões com maior acesso à educação como Sul e Sudeste, enquanto que o Norte e o Nordeste, carecem de políticas públicas favoráveis a promoção do ensino, especialimente do EJA. Assim, o investimento que já é limitado, se distribua de forma desigual, impedindo, em especial, o desenvolvimento dessas regiões pela educação.

Dado o exposto, a necessidade de pôr fim as barreiras enfrentadas pelo EJA é de extrema urgência, dada sua importância para a construção de uma sociedade que progrida. Cabe ao Governo Federal e ao MEC, impor normas de incentivo obrigatório ao EJA de forma igualitária em todos os estados. Além disso, é preciso aumentar as verbas destinadas à essa modalidade, a fim de tornar o acesso algo muito mais amplo. Com essas mudanças ligadas a um maior incentivo do Governo para com o ensino, a sociedade se sentiria muito mais próxima as possibilidades de uma formação educacional digna e capaz de transformações sociais nunca antes vistas.