Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 06/01/2021
Desde o movimento intelectual que surgiu na Europa durante o século XVIII, o Iluminismo, que pregava a disseminação dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, entende-se que uma sociedade só progride quando um se comove com o problema do outro. Entretanto, ao observar os desafios da modalidade de ensino EJA, percebe-se que o ideal de igualdade é contestado. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência governamental e a alienação social colaboram para esse quadro.
Mormente, a inobservância do governo é o principal fator responsável para a permanência da problemática. Tal fato ocorre porque não há, por parte das autoridades, há preocupação em investir na educação dos jovens e adultos de forma a inseri-los em escolas e cursos gratuitos. Assim, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, alguma instituições -dentre elas o Ministério da Educação- perderam a sua função social e configuram-se como ‘‘Instituições Zumbis’’, ao manter apenas a sua forma e encarregar a população a resolução de seus problemas. Logo, por consequência a omissão governamental, muitos cidadãos são impedidos de estudarem no Brasil.
Outrossim, a alienação social é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve porque grande parcela da sociedade decide se calar diante de um problema que afeta determinado grupo. Sendo assim, percebe-se um aumento linear do preconceito contra jovens e adultos que não possuem acesso à educação. Segundo a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria ‘‘Banalidade do Mal’’, o comportamento preconceituoso passa a ser realizado de forma inconsciente quando a sociedade os normaliza. Contudo, consequentemente, há uma tendência para o surgimento de doenças como depressão, ansiedade e síndrome do pânico nesse grupo de jovens e adultos.
Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, em parceria com o Ministério da Educação, deve, por meio da criação de um programa de inclusão social, ministrar aulas gratuitas e de qualidade para os jovens e adultos que não possui acesso à educação em vários estados do Brasil. Além disso, o governo deve disponibilizar docentes capacitados nas escolas públicas para atender exclusivamente esse grupo de cidadãos, a fim de atendê-los com maior especialização. Ademais, a mídia, em parceria com os grandes canais de comunicação e a internet, deve conscientizar a população sobre a importância do estudo na vida de jovens e adultos e os impactos negativos da prática do preconceito com esse grupo. Assim espera-se que não haja desafios da modalidade do ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos.