Desafios da modalidade de ensino EJA: Educação de Jovens e Adultos
Enviada em 06/01/2021
Na série original da Globoplay ‘’Segunda Chamada”, retrata a história de alunos de uma Escola Estadual brasileira voltada para jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental e médio de maneira convencional. Na trama reflexões acerca da evasão escolar intensificada pela rotina dupla de trabalho e escola, precarização da estrutura escolar e falta de profissionais, evidenciam as dificuldades no ensino. Não distante da ficção, nos dias atuais, existem desafios da modalidade de ensino EJA que precisam ser revertidos. Nesse sentido, torna-se necessário o debate acerca de suas causas e possíveis soluções.
A princípio é possível perceber que essa circunstância se deve a questões politico econômicas. Durante a formação do Estado brasileiro a educação gratuita foi promulgada somente no período da Era Vargas, em 1930. Entretanto devido a sucessivas crises econômicas que o Brasil passa atualmente, o corte e congelamento de verbas na educação se tornou frequente, e refletiu em um menor numero de escolas básicas direcionadas para adultos. Nesse sentido, é perceptível como a escassez de capital aumenta o número de brasileiros sem diploma no ensino básico.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação pode vir a corroborar problemas socioculturais. Embora a Constituição Federal de 1988 determine, por meio do artigo 5, o igualdade a todos, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) violam essa garantia fundamental. De acordo com a pesquisa, cerca de onze milhões de brasileiros são analfabetos. O que dificulta não apenas no mercado de trabalho, promovendo uma desigualdade social exponencial dessas pessoas, mas também para sua inclusão no âmbito social. Dentro dessa lógica, nota-se os prejuízos econômicos e sociais dessa minoria na sociedade moderna.
Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para reverter as dificuldades do EJA no Brasil, possui entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o da Economia por meio do redirecionamento de verbas, se concentre na criação de novas escolas especializadas em ensino básico para adultos, de forma a proporcionar uma maior qualificação profissional da população. Ademais o Estado em parceria com estabelecimentos privados e ONG’s devem promover benefícios através de incentivos fiscais a empresas que invistam em projetos que incentivem e empreguem alunos do EJA, de maneira a especializar a mão de obra do país e usar futuras inovações para crescimento de empresas. Com essa medidas, os problemas da série Segunda chamada, talvez, sejam apenas uma ficção.