Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 28/07/2022

A Constituição federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, durante o cenário pandêmico provocado pelo vírus da Covid-19, obter acesso à educação se tornou um processo desafiador, em virtude da dificuldade da população de se adaptar a novas formas de aprender. Diante disso, é preciso reverter esse cenário, o qual é motivado pela falta de acessibilidade digital no Brasil e ausência de reformas no sistema educacional.

Em primeira análise, é importante ressaltar a dificuldade do acesso digital no país que foi melhor observado durante o contexto pandêmico. Em vista disso, segundo uma pesquisa realizada pela Agência Brasil, um em cada quatro brasileiros não têm acesso à internet. No entanto, a acessibilidade tecnológica no Brasil precisa ser questionada, tendo em vista que ela garantiu interação, trabalho e aprendizado para uma grande parcela da população nos últimos anos.

Além disso, o sistema educacional se transformou durante a pandemia, revelando, inclusive, que as salas de aula estão atrasando o progresso pedagógico da população. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a escola não está inserida na Modernidade Líquida, que representa mudança e progresso, ao contrário, a educação permaneceu na Modernidade Sólida, duradoura e imutável. Dessa maneira, é preciso alterar o sistema educacional brasileiro e torná-lo mais acessível e moderno.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos que atrasam o desenvolvimento da educação. Para isso, é imprescindível que o governo - responsável pela população brasileira - invista na acessibilidade digital, por meio de projetos que visem oferecer acesso à internet dentro de casa para alunos e educadores do Brasil, a fim de democratizar a educação brasileira e instaurar uma reforma educacional.