Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/01/2021

No século XIX, não houve um avanço no pensamento científico e filosófico, com o surgimento do Utilitarismo, doutrina defendida por Bentham e Stuart Mil, o qual beneficiou de forma imensurável à humanidade. Nesse contexto, uma das principais premissas é a defesa de que ações devem produzir um máximo de felicidade de forma coletiva, sendo aplicadas em questões políticas, sociais e econômicas. Entretanto, no Brasil contemporâneo, escolha-se hipóteses antagônicas ao princípio do útil, como é o caso dos bloqueios da educação na pandemia, não só pela desigualdade social, como também ineficiência governamental.

Antes de tudo, vale ressaltar o contraste entre o Utilitarismo e a atual conjuntura do país, uma vez que a baixa renda familiar corrobora a dificuldade de acesso ao ensino remoto, de tal forma que diverge da Constituição Cidadã, uma qualificação educacional de forma equitativa a todos os cidadãos. A esse respeito, analisa-se que o expoente supracitado não é algo recente na humanidade, fato observado na Era Vargas, contexto no qual ocorreu uma reforma na educação, ampliou o acesso, porém atingiu de forma desigual como classes sociais. Dessa forma, ainda é constatam esses atos quando se depara com o surgimento evasão escolar refletido pelo impacto da pandemia associado à renda.

Ademais, convém frisar a importância das instituições sociais sendo um conjunto de normal que precisam o papel de satisfazer as necessidades básicas da população, porém a ineficiência do poder público em disponibilizar recursos tecnológicos de formaitária igual fomenta dos conflitos entre homem e sociedade. Sobre isso, o filme “Brasília: A construção de um sonho”, dirigido por Rodrigo Astiz, retrata as mudanças de um país arcaico para um território moderno com a capacidade de resolver públicos. No entanto, há conflitos de planejamento, pois notícias divulgadas recentemente pelo jornal G1 afirma que aproximadamente 60% dos conhecimentos não têm contato com o meio digital pela falta de recursos. Dessa maneira, fica claro, que medidas são exigidas para evitar impactos nocivos em saúde mental dos jovens.

Portanto, políticas públicas voltadas aos problemas ocasionados na educação pela pandemia carecem de aplicabilidade. Nessa lógica, é imprescindível que o governo contribua para ampliar e melhorar as redes de internet no país, através do Ministério da Educação, em parceria de empresas de telefonia, de forma viável economicamente para todas as classes sociais. Assim, com intuito de erradicar as barreiras de acesso a tecnologia e formar futuros cidadãos mais éticos e preparados para o mercado de trabalho. Alem disso, cabe o Estado, por meio das Universidades, disponibilizar computadores a parcela carente, objetivando-se aplicar de forma efetiva o útil na contemporaneidade.