Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 26/10/2020
“A humanidade obtém tecnologias corretas, mas não as usam com a finalidade de educação”. Essa frase dita pelo ilustre design norte-americano, Buckminster Fuller, relata que apesar das grandes invenções desenvolvidas na sociedade elas não são voltadas como melhorias educacionais. Todavia, esse cenário foi balançado com a eclosão da pandemia em 2020 o que casou impactos tanto positivos quanto negativos para a educação brasileira, sendo eles: o abismo da desigualdade entre as escolas públicas e privadas, bem como a necessidade de integrar a tecnologia com o sistema de educação.
Convém ressaltar, a princípio, que a disparidade entre estudantes de colégios públicos foi agravada por conta da crise pandêmica a medida em que as aulas presenciais precisaram ser suspensas e o ensino remoto não foi uma opção para alunos da rede pública. A partir desse contexto, o filósofo inglês John Locke criou a ideia de “Contrato Social” no qual o Estado devia garantir os direitos do povo garantindo o bem-estar ao buscar mecanismos que superassem possíveis crises. Nesse sentido, é notório que ao não buscar subterfúgios eficientes para garantir a continuidade do ensino público remoto, o Estado brasileiro descumpre com o ideal contratualista previsto por Locke. Logo, enquanto a inércia estatal for a regra, a superação da desigualdade desses dois grupos de estudantes ainda será a exceção.
Outro ponto relevante, nessa temática, é que apesar dos impactos negativos gerados pela pandemia, ela trouxe consigo a necessidade de adaptação e com isso podendo trazer novas possibilidades para o ensino. Nessa perspectiva, o naturalista Charles Darwin popularizou-se no meio acadêmico com as teorias evolucionista no qual foi comprovado que o organismo mais adaptado tem mais possibilidade de sucesso diante as adversidades impostas pelo ambiente. Em analogia a tal teoria, as tecnologias vêm como um mecanismo de adaptação para um futuro próximo, uma vez que o ensino remoto ou a distância poderá ser uma alternativa para problemas educacionais constantes na sociedade brasileira como: a evasão escolar.
Contata-se, portanto, a necessidade de buscar medidas que visem minimizar os impactos negativos e ampliar os positivos da pandemia diante da educação brasileira. Para que isso ocorra, é preciso que o Ministério da Educação promova oficinas de informática nas instituições de ensino público - principalmente para o ensino fundamental - por meio de decretos deliberados nacionalmente através encontros e workshops com técnicos e profissionais da área que ensinem a utilizar a tecnologia para aprendizado. Com isso seria possível conciliar as novas invenções com a educação e propiciar maiores resultados e, assim, superando, um dia, a opinião do designer norte-americano Fuller.