Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/10/2020

Portões fechados e alunos distantes das salas de aulas. Esse cenário com milhares de escolas fechadas em diversos países não se repetia desde a Segunda Guerra Mundial, evidenciando novamente todo o zelo que devemos ter com o ensino, que desta vez foi escancarado pela relação indireta entre Educação e Coronavírus. A verdade é que, para não dizer ninguém, pouquíssimas pessoas imaginavam uma pandemia com as proporções que a COVID-19 tem alcançado nos últimos meses. Como consequência disso, nenhuma organização estava preparada para lidar  com as consequências do distanciamento e isolamento social.

Milhões de redes de ensino particulares já conseguiram se posicionar e reestruturar suas aulas com ferramentas profissionais de EAD e já configuraram uma nova rotina de aulas com interações, compartilhamento de telas e demais recursos proporcionados pelas novas tecnologias. Pais e alunos das redes públicas ainda estão pressionando o Governo para que pensem em uma forma de disponibilizar essas ferramentas para todas as escolas e universidades públicas. O grande desafio nesse caso é enfrentar a desigualdade social onde nesse contexto, muitos alunos não possuem acesso a internet em suas residências.

De acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) de 2020, divulgado no final de junho, 258 milhões de crianças e jovens não tiveram acesso à educação.

O contexto é mais grave nos países renda baixa e média-baixa, entre os quais 40% não contam com políticas para apoiar os alunos durante o período de fechamento das escolas, visando conter o avanço do novo coronavírus.

Portanto sabe-se que crises globais ao longo da história promoveram grandes invenções e inovações. Este momento de isolamento social que vivenciamos é complicado, mas vamos superá-lo. Porém, não podemos deixar que esse período seja desperdiçado, precisamos usá-lo como propulsor para mudar e melhorar a Educação.