Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/10/2020

Exatamente no final do 1° trimestre do ano letivo de 2020 o mundo foi inesperadamente abalado mediante ao início da pandemia de COVID-19, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 11 de março. Com o agravo da pandemia o âmbito educacional foi indubitavelmente o mais prejudicado, e problemas já existentes nesse setor se intensificaram e estão ainda pior para estudantes da rede privada e principalmente da rede pública, que tiveram que se adequar aos métodos de ensino a distância (EaD).

É notório que mesmo após o período de pandemia, muitos dos  alunos da rede pública estarão obviamente, mais prejudicados do que os da rede particular de ensino de acordo com  pesquisadores da Rede CoVida – Ciência, Informação e Solidariedade– que alertam para os impactos do fechamento das unidades escolares sobre a vida dos 47,8 milhões de estudantes da Educação Básica no Brasil, sendo 38,7 milhões matriculados em escolas da rede pública. A crise do coronavírus terá efeitos perenes sobre a forma de aprender, pois abriu portas para diferentes métodos de ensino.

Uma questão a se pontuar é a desigualdade enorme entre os sistemas públicos e privados da educação básica — e a própria distância social entre as famílias dos estudantes. Enquanto alunos de escolas particulares aprendem por meio de diversos recursos e estratégias combinadas, como vídeo ao vivo ou gravado, envio de tarefas, mentoria e sessões em grupos menores para tirar dúvidas, muitos estudantes das escolas públicas sequer têm acesso à internet ambiente acessado atualmente por apenas 57% da população brasileira, segundo o IBGE.                                                                    Logo para que tal problemática seja sanada, é preciso que haja uma reunião o quanto antes possível com órgãos do ministério da saúde, educação e economia com o intuito de liberar verbas, gradativamente a retomada das aulas e um real empenho de profissionais da informática para que professores dominem mais ferramentas eletrônicas.