Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/09/2021

Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os investigadores que o ser humano enfrenta em sua jornada. Nesse sentido, no que tange à questão do debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena, percebe-se uma configuração de um grave problema em virtude da Covid-19 que afetou toda a população brasileira e do medo que muitas mulheres têm de denunciar o seu agressor.

Sob esse viés, O Sars-CoV-2, causador da Covid-19, é conhecido como “novo” coronavírus porque ele faz parte de uma família maior, que possui membros já conhecidos pelos conhecidos. Esse agente atualmente, já matou mais de 500 mil pessoas segundo dados do G1. Todavia, além de matar fisicamente, ele também destruiu famílias psicologicamente porque toda população teve que ficar de quarentena até os casos diminuírem e as pessoas não serem tão afetas, nesse sentindo, muitas mulheres tiveram que conviver 24 horas com seus agressores dentro de casa, gerando assim mais casos de feminicídio por todo país. E muitas mulheres foram brutalmente ameaçadas sofreram transtornos todos os dias. Como citou o pensador Abraatiko “Quem diz que uma mulher em situação de violência doméstica tem que ser “sábia”, “edificar o lar”, tem sangue nas mãos”. E essa é a maior verdade, porque em hipótese alguma se deve defender agressão a uma mulher.

Consequentemente, o medo, é um fator determinante para não denunciar o agressor. A culpa e a dor trás consigo traumas que influenciam todos os dias na consciência de uma mulher. Muitas até tentam de alguma forma, como foi o caso de diversos vídeos que circularam na Internet com instruções para mulheres conseguirem denunciar. Marca de X nas mãos, abrir e fechar a mão, tudo isso quando estiver em vídeo-chamada com alguém de confiança para que a pessoa entenda e de alguma forma possa denunciar o agressor. O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, afirmou " Educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo". É exatamente isso que o Bradil precisa, educação. Para enfrentar pessoas ruins que querem destruir famílias e gerar o caos.

Conclui-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde deveria implementar uma forma de ajudar mulheres em situação de risco, em parceria com a Polícia Federal promover campanhas de conscientização e distribuir nas casas e colocar mais comerciais que pensem no bem-estar feminino. A fim que de as mulheres venham se sentir mais seguras e o medo não ser um fator determinante para não denunciar o agressor. Somente assim, a sociedade estará mais segura e livre de pessoas que  não têm empatia