Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 16/04/2021

Os casos de agressão contra mulheres são uma realidade no Brasil e em outros países antes mesmo da pandemia do novo coronavírus. Infelizmente, todo tipo de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio, é refletido em estatísticas assustadoras e se tornado um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Com a necessidade de isolamento social, resultado da emergência do novo coronavírus, o quadro se agravou ainda mais e o número de denúncias, ao contrário, diminuiu bastante, pela falta de acesso presencial às delegacias, entre outros órgãos competentes.

Sendo assim, como o governo pede para mulheres, donas de casa ou trabalhadoras, para ficar em casa com seus maridos abusivos? Meios aderidos durante a pandemia por cidades em Tocantis e Minas Gerais, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas, são de imensa importância, tendo em vista que muitos abusos ocorrem depois de as separar ingeridas. Certamente, o Brasil sempre possuiu em sua cultura, músicas que de forma incentivam a violência, como na música “Ajoelha e chora” do Grupo Revelação, onde se afirma que “quanto mais eu paço o laço, muito mais ela me adora”. É inegável que esse tipo de canção, leva os homens a pensar que bater em mulher, faz dele muito melhor.

No início do mês, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), anunciou um aumento de 9% no número de chamadas ao Ligue 180, que recebe denúncias de violência contra a mulher, no mês de março. Em São Paulo, o número de casos de violência contra a mulher aumentou 30% durante a quarentena, de acordo com o Núcleo de Gênero e o Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de São Paulo. A situação do Rio de Janeiro é ainda mais alarmante, com um aumento de 50% nos casos de violência no mês passado, segundo a Justiça do Rio.