Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 18/04/2021

No ano de 2020, em virtude da pandemia do Covid-19, todos tiveram que ficar de isolamento social em suas casas, para controlar o contágio da doença. No entanto, a medida preventiva acarretou em um aumento dos casos de violência às mulheres no âmbito familiar. Tal fato, evidencia a persistência do machismo e o descaso da população com tal problemática.

Vale destacar que o Brasil ainda apresenta ideologias arcaicas, como o machismo. Tal pensamento propaga a submissão do gênero feminino e a permissão do uso da violência quando “necessário”. Sendo assim, a população, influenciada por esses princípios, mostra-se, na maioria dos casos, apática para com a situação.

Pelo conceito da Lei Maria da Penha, podemos considerar violência doméstica e familiar qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2020 foram registradas mais de cem mil denúncias de violência contra a mulher. Entretanto, as autoridades acreditam que esse número não seja verídico, tendo em vista que muitas vítimas não denunciam.

Nesse viés, nota-se a importância, mas carência, do estímulo ao engajamento da população no combate à violência. Portanto, é necessário medidas que desenvolvam uma sociedade mais ativa na questão. Além disso, infere-se a necessidade da preservação da segurança das mulheres no período de isolamento e demais momentos.

Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação realizar campanhas educativas, que incluam a capacitação e a produção de materiais para as escolas municipais, com discussões voltadas especificamente para a desconstrução da masculinidade tóxica. Ademais, o Estado deve se  encarregar de fortalecer e capacitar redes de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.