Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 13/03/2021

É notório que o isolamento social decorrente da pandemia do COVID-19, trouxe muitos reflexos na rotina das pessoas. Em linhas gerais, as mulheres compõem um grupo que sentiu os efeitos negativos. Isso se deve a suspensão das atividades laborais, aumentando a tensão nas relações familiares. Por essas razões, devemos discutir o porquê desse fenômeno e o que pode ser feito para atenuar o problema.

Indubitavelmente, há uma série de fatores que desencadearam durante essa situação pandêmica, como: a perda ou diminuição da renda familiar em razão do desemprego, sobrecarga das tarefas domésticas, cuidado com filhos em paralelo ao teletrabalho e o elevado consumo de bebidas alcoólicas por parte dos agressores. Nesse ínterim, já temos um cenário catastrófico, onde 27% das mulheres com 16 anos ou mais sofreram algum abuso  nos últimos 12 meses, sendo contabilizados entre 2019 a 2020, conforme aos dados da delegacia da mulher. De acordo com relatório do Hospital Albert Einstein mostra que estar num país que tende resolver conflitos com violência; uma cultura de opressão às mulheres e a falta de interesse das autarquias favorecem os surtos de tirania.

Segundo a Defesoria Pública e as delegacias especializadas, em algumas cidades, também existem serviços de acolhimento, como a Casa da Mulher, quando as vítimas não tem  pra onde ir. No entanto, há vários projetos prioritários durante a pandemia: Campanha Sinal Vermelho, lançado pelo Conselho Nacional de Justiça, aplicativos e o Botão Pânico. Além disso, o Ministério Público lançou a cartilha “Homens que Agradam não Agridem”, de autoria de Lindinalva Correia, que é voltada à concientização da população masculina acerca da violência contra a mulher.

Diante dos argumentos supracitados, o primeiro passo no enfrentamento para quebrar esse ciclo de violência contra mulher, além dos canais de denúncia, deve-se ao suporte emocional de amigos e parentes. Enfim, a lição da pandemia nos capacitou por solidarizar com quem sofre com maus tratos integrando a sociedade e o Estado.