Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
Nas primeiras semanas de isolamento social no Brasil causado pela COVID-19, ficou clara a relação entre a quarentena e o aumento da violência doméstica. Algumas autoridades já previam esse quadro considerando problemas semelhantes, como o surto de Ebola em 2014. Mesmo antes da pandemia atual, a situação já era grave, com 1.23 milhões de casos de violência relatados entre 2010 e 2017 (e muitos outros não notificados).
Antes de mais nada, vale ressaltar como nunca houve uma sociedade igualitária em toda a história da humanidade, principalmente se tratando do sexo oposto. Dessa forma, o livro Cavalos Partidos, de Jeannette Walls, mostra a forma como a mulher sempre foi rebaixada, e como a sociedade patriarcal criava esteriótipos que diziam o que a mulher devia fazer e como se comportar, na época dos anos 1930. Entretanto , quase 100 anos já se passaram, e nada mudou.
Sendo assim, como o governo pede para mulheres, donas de casa ou trabalhadoras, para ficar em casa com seus maridos abusivos? Meios aderidos durante a pandemia por cidades em Tocantis e Minas Gerais, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas, são de imensa importância, tendo em vista que muitos abusos ocorrem depois de as mesmas serem ingeridas.
Em síntese, fica claro como as mulheres brasileiras precisam de amparo nesse momento. Fica a critério do governo, aderir meios que irão ajudar essas mulheres, como por exemplo, utilizando linhas mais rápidas nas delegacias da mulher, disponibilizando mais viaturas exclusivas para essas ocorrências e demonstrando apoio e segurança para quem denunciar. Por fim, talvez dessa forma a mulher Brasileira fique segura em sua própria residência.