Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

Com a adoção das medidas de isolamento social, recomendada por governos estaduais e municipais para combater a disseminação do novo coronavírus, os efeitos sociais são muitos e entre eles o agravamento da violência doméstica. O aumento da tensão dentro dos lares pode resultar em aumento da violência doméstica e sexual e até feminicídios. Desde que a quarentena começou, o mundo tem assistido uma escalada no caso de agressões a mulheres dentro de suas casas. As mulheres idosas também estão em um cenário arriscado, uma vez que, muitas são agredidas pelos filhos adultos.

Os casos de agressão contra mulheres são uma realidade no Brasil e em outros países antes mesmo da pandemia do novo coronavírus. Infelizmente, todo tipo de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio, é refletido em estatísticas assustadoras e se tornou um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Com a necessidade de isolamento social, resultado da emergência do novo coronavírus, o quadro se agravou ainda mais e o número de denúncias, ao contrário, diminuiu bastante, pela falta de acesso presencial às delegacias, entre outros órgãos competentes, nesse período. É evidente que a violência doméstica é um problema que a sociedade enfrenta há milhares de anos. Não só a violência física, mas também a violência verbal e psicológica é presente na vida de muitas mulheres ainda nos dias de hoje. Atualmente, com a pandemia do Covid-19 e a maioria das pessoas tendo que ficar em casa, muitas mulheres estão correndo tanto perigo quanto se estivessem nas ruas, sendo que seus inimigos estão ainda mais perto. Antes de mais nada, vale ressaltar como nunca houve uma sociedade igualitária em toda a história da humanidade, principalmente se tratando do sexo oposto. Dessa forma, o livro Cavalos Partidos, de Jeannette Walls, mostra a forma como a mulher sempre foi rebaixada, e como a sociedade patriarcal criava esteriótipos que diziam o que a mulher devia fazer e como se comportar, na época dos anos 1930. Portanto, quase 100 anos já se passaram, e a mulher ainda é obrigada a viver da forma criteriosa.

Dessa forma,