Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/09/2020
Lar atormentado lar
É evidente que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo. Movida por aspectos relacionados á condições socioeconômicas, a violência se encontra, lamentavelmente, presente no cotidiano dos brasileiros. O que é inacreditável e até espantoso, é que grande parte dessa agressão acontece dentro de casa e, na grande maioria das vezes, contra mulheres e crianças.
Desde que as medidas de distanciamento social entraram em vigor, um triste número subiu nas estatísticas, e além de casos da Covid-19, doença causada pelo novo corona vírus. Foram o de denúncias de violência doméstica: o aumento foi de cerca de 50% apenas no Rio de Janeiro, mas a realidade de avanço nos casos aconteceu em todo o mundo.
Junto com a convivência familiar, aumentaram a instabilidade emocional e a insegurança. Somado a isso, mulheres que já passam por um ciclo de violência com seus companheiros se viram presas a eles. “Casa, portanto, para muitas mulheres não é sinônimo de proteção, mas de violência. (…) Neste momento, o lar se constitui enquanto paradoxo de existência para algumas, se na rua pode morrer de corona, em casa morre por existir”, disse a Doutoranda em Ciências Sociais (UFMA) e Professora do Centro Universitário Estácio São Luís, Maynara Costa de Oliveira Silva.
Tendo em vista os fatos mencionados, é perceptível que a violência doméstica é um fato que precisa ser revertido de imediato. É de incumbêcia do governo aderir meios que possam amparar essas vítimas, como por exemplo, utilizar linhas mais rápidas e eficazes nas delegacias da mulher e disponibilizar mais viaturas exclusivas para esse tipo de ocorrência. Assim, quiçá, mulheres e crianças possam se sentir seguras dentro de seu próprio lar.