Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/09/2020
Antes de tudo, é necessário ressaltar que a violência doméstica é, infelizmente, um problema comum na sociedade, já que muitas mulheres são vítimas de agressões em suas residências diariamente. Segundo o MMDH, em Abril, quando o isolamento social durava 1 mês, o número de denúncias recebidas no canal 180 teve um aumento de 40% em relação ao mesmo mês em 2019, isso se deve ao aumento do convívio entre a vítima e o agressor, além disso, diversas mães exitam em denunciar o agressor para que seus filhos possam crescer com um pai presente.
É necessário ressaltar que o aumento do convívio entre a vítima e o agressor devido ao isolamento social, é um dos fatores que acarretam o aumento do número de casos de agressão. Com isso, a mulher violentada passa mais tempo com o agressor, que, muitas vezes, por conta do consumo em excesso de álcool e de outros fatores, tende a se tornar mais agressivo, tornando-se uma ameaça ainda maior para a cônjuge. Ademais, muitas mães preferem não denunciar o ato para “proteger” seus filhos de crescerem sem pai, porém, isso pode ser prejudicial a criança que corre riscos de crescer violenta e com traumas psicológicos.
Devido a atual situação que o mundo se encontra, os números de violência doméstica não param de aumentar, e segundo o Data Senado uma em cada 5 mulheres brasileiras já foram violentadas em suas residências. Nesse âmbito, diversas mulheres precisaram pensar em formas de comunicar que sofrem com agressões (físicas ou psicológicas) sem serem notadas pelo marido, seja por números, desenhos ou sinais.
Segundo Jean-Paul Startre, grande filósofo francês, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Nesse caso, o governo deve aumentar a pena para os casos de violência doméstica e providenciar psicólogos para as famílias que foram vítimas de agressão. A mídia deve promover campanhas de divulgação do canal 180 e dos sinais de socorro das mulheres, e assim, diminuir os casos, já que toda agressão a mulher é uma derrota para a sociedade.