Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/08/2020

Durante o séc.XIX, período marcado pela subordinação do homem a mulher, como símbolo do patriarcado, houve a persistência da violência contra a mulher. Essa realidade, ainda pode ser relacionada com o atual cenário brasileiro, haja vista que, com o período da quarentena os casos de abusos domésticos contra a mulher cresceram. Esse problema vem acontecendo devido a falta de educação e respeito perante essas vítimas, como também, a ingestão de drogas ilícitas e a maior convivência com o parceiro devido o período de isolamento.

O isolamento social vem criando tensões no ambiente familiar, devido a angústia de não poder sair de casa. Estas angústias vem devido ao fato das pessoas estarem acostumadas a ficar muito tempo fora de casa, devido ao trabalho, escola ou lazer. Cada vez mais isto vem causando atrito entre os familiares, principalmente entre as mulheres e seus cônjuges. Muitos deles alterados pela consumo das bebidas alcoólicas vem a cometer atos violentos contra suas esposas.

Tendo isso em mente as grandes redes farmacêuticas do Espírito Santo criaram a campanha “Sinal vermelho”. Tal campanha consiste em ajudar vítimas da violência doméstica, de forma discreta e eficaz, comunicando a polícia e informando-a sobre o problema. Para buscar socorro a vítima deve fazer um ‘X’ vermelho em sua mão e mostrar para o atendente ou farmacêutico. Esta campanha está sendo divulgada pela indústria farmacêutica nacional. Porém ainda há muitas vítimas pelo Brasil que estão incapazes de relatar as agressões sofridas.

Portanto, medidas devém ser tomadas a fim de resolver esse impasse. De acordo com a ONU- Organização das Nações Unidas, toda mulher tem direito a segurança. Com isso, cabe ao Ministério da segurança pública, em parceria com Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, promover ações sociais, através da mídia e das redes sociais anúncios que incentive a mulher em meio a pandemia a relatar seus abusos, a fim de diminuir os abusos domésticos. Como também, a criação de leis mais rígidas, promovendo assim a maior segurança e evitando que a insubordinação da mulher e a não violência promovidas pelo seu parceiro.