Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/09/2020

“Mulher com olho roxo, espancada todo dia. Eu tinha uns cinco anos, mas já entendia que mulher apanha se não fizer comida.” a música “100% feminista”, da cantora Mc Carol juntamente a rapper Carol Conká, faz menção à realidade de muitas mulheres brasileiras vítimas do feminicídio que intensificou após o isolamento social, causando impactos psicológicos e podendo afetar até a família.

De acordo com a lei n˚ 11.340, também conhecida como Lei Maria da Penha, no artigo 2˚ é mencionado que toda mulher é assegurada as oportunidades e facilidades para viver sem violência. Entretanto, muitas mulheres são impedidas de conviver sem agressões devido ás grandes ameaças vindas de seu agressor, causando graves impactos psicológicos; tais como: se relacionar com outras pessoas, a vítima normalmente se sente frágil e vulnerável acreditando que as pessoas possam se aproveitar dela; baixa auto estima, a mulher não só tende a não se valorizar como também se auto acusa, sempre se culpando pelo ocorrido.

Segundo os resultados de pesquisas recentes, mostram que crianças que já testemunharam violência doméstica apresentam muitos problemas emocionais e acadêmicos. É comum que filhos que já presenciaram violência dentro se suas famílias cresçam rebeldes, mostram comportamento agressivo, não só com os pais mas com todas as pessoas em volta; querem fugir de casa e também costumam resolver conflitos com brutalidade. Isso mostra um ciclo, que se não for interrompido, pode ser infinito porque assim como essa vítima de uma violência passiva sofreu no passado, a mesma pode ser o futuro culpado desse mesmo quadro que ele vivenciou.

Logo, é vital o Ministério da Educação possa estar colocando como grade escolar um ensino sobre como as crianças devem se comportar mediante á situações como essas, por meio de músicas infantis e brincadeiras para que possam estar conscientes sobre o assunto. Também é preciso acompanhamento psicológico nas escolas para que os estudantes possam se abrir, e, caso estejam sofrendo algo dentro da família a escola possa intervir. Assim evita-se uma nova geração com casos reduzidos dessa brutalidade.