Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/08/2020

A violência contra vulneráveis na pandemia

Após o incidente pandêmico causado pelo covid-19, medidas de isolamento social para prevenir a proliferação do vírus foram tomadas, o que inclui a recomendação médica de permanecer em casa, contudo, permanecer em casa por um tempo prolongado pode se tornar um risco para aqueles que sofrem de abusos domiciliares e violência doméstica.

No Brasil, em 2017, foram registrados mais de 500 mil casos de abuso domiciliar uma taxa de aproximadamente 1.370 casos por dia, que, com estresse causado pelo isolamento social, se estima um crescimento considerável de casos que em sua grande maioria engloba o sujeito mais vulnerável da casa como crianças, idosos, mulheres, ou mesmo incapacitados físicos, sendo por vezes, agredidos físico e mentalmente por um agressor menos vulnerável como um pai, tio, tia ou mãe abusivos.

É importante frisar que, apenas uma parte dos casos de violência são reportados às autoridades ou uma queixa é prestada, pois, o agredido tem medo que algum male seja causado à ele ou algum de seus familiares, pois, por vezes, a vítima se sente a culpada de sofrer a agressão ou sofre de algum transtorno psicológico como estresse pós-traumático (Ou simplesmente PTSD) e outros transtornos como síndrome de Estocolmo que pode ser causada quando em contato prolongado com o agressor.

Assim sendo os fatos apresentados, nota-se que a violência domiciliar no Brasil é um problema recorrente que, em função da atual situação de crise causada pela quarentena, tende a aumentar ainda mais e que, os mais afetados são os mais vulneráveis, para combater este tipo de violência, é se faz necessário um incentivo educacional por meio de escolas ainda primárias e propagandas em rede nacional, visando enraizar a ideia de ajudar o mais vulnerável e não proliferação da violência.