Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 31/08/2020

No dia 25 de Novembro, comemora-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as mulheres, para denunciar a violência contra as mulheres no mundo todo e exigir política em todos os países para sua erradicação. Sabe-se que mulheres no mundo todo sofrem diversas barbaridades caladas, como abuso sexual, psicológico, físico ou até feminicídio. No período de isolamento social, o atendimento a mulheres vítimas de violência aumentou 44,9% em relação ao ano passado, aponta uma pesquisa realizada pelo site da ¨uol¨, números que contradizem totalmente a Lei Número 11.340. Esta lei, mais conhecida como Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Visto  que o isolamento social intensificou o convívio de diversos familiares, e muitos tiram proveito para curtir a família, em alguns casos significa ficar mais tempo presa com seu abusador, sem escapar  ou sem chances de fazer alguma denúncia. Tal isolamento provocou um aumento de incertezas e calamidades impostas pela pandemia, que provocou um aumento no consumo excessivo de álcool nesse período, o que colabora para discussões de casais e provoca grande tensão entre os mesmos.

Certamente, há mulheres que não conseguem realizar a denúncia contra o homem, muitos pegam o celular das vítimas para controlá-las e fazer com que elas não falem para ninguém o que estão sofrendo, passam por diversos tipos de abuso psicológico, para não que realizem a denúncia ou acreditem que a culpa do que ocorreu são delas. Muitas não se deixam abalar e diversas campanhas têm se espalhado pela  Internet para a vítima conseguir delatar o abuso de forma discreta, a mais conhecida é fazer um ¨X¨ na mão com um batom vermelho, mas sabe-se que o celular não é um recurso que todas têm acessibilidade.

Logo, medidas são necessárias para reverter os fatos mencionados. O Ministério Público, junto com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher deve criar centros de apoio e acolhimento para vítimas de violência,com psicólogos, atendimento médico, para que as mesmas tenham abrigo ao se separarem de seu abusador. Sabe-se que medidas protetivas não são 100% eficazes, dado que muitas mulheres já foram mortas e possuíam medidas contra seu agressor, cabe ao Congresso Nacional atualizar leis existentes que servem para prevenir a violência de forma que as tornem eficazes, como uma pena de prisão maior, ou dispositivos eletrônicos implantados que apitem e acionem a polícia quando o abusador chegar em um determinado raio próximo da vítima. Assim, averá uma uma sociedade em que as mulheres não viverão com medo a cada passo que derem, tendo sua segurança garantida e suas vontades respeitadas.