Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 01/09/2020

O machismo está enraizado na cultura da sociedade há séculos, as mulheres são oprimidas pelos homens em diversos aspectos, são consideradas submissas ou inferiores a eles. Como resultado, a população feminina ainda que sofressem violências físicas e psicológicas, as aceitam por conta do medo, vergonha ou falta de recursos financeiros contra o agressor. Mas as agressões agravaram-se no atual momento de isolamento social, em geral por maior contato com o acometedor da agressividade, por conta do COVID-19.

Visto que o conjunto de leis, que absolviam maridos assassinos em caso de esposas adúlteras, que vigorava no Brasil até o século XIX, foi um fator contribuinte para colocar o país no 5º lugar do ranking mundial de violência contra a mulher, conforme a rádio Band News. No final do século XIX e início do século XX, começaram as aparições dos primeiros movimentos feministas que visam a igualdade de direitos, oportunidades e comportamento entre homens e mulheres. Indubitavelmente, o isolamento social agregou para o acréscimo das agressões sobre o gênero feminino.

De modo para conter a disseminação do novo coronavírus, uma das medidas da OMS, Organização Mundial de Saúde, foi a quarentena. Entretanto, as residências que deveriam ser um local seguro e de paz com a família, tornaram-se palco de agressões e feminicídios. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ocorreu um aumento de 50% dos números de casos de denúncias de violências domésticas, isso tornou-se possível por conta da adaptação que a Polícia Civil concebeu às mulheres de realizarem denúncias através da internet e garantirem medidas protetivas de urgência perante a Lei Maria da Penha.

Destarte, a fim de garantir às mulheres seus direitos e cessar com as impetuosidades de companheiros em seus lares, a Secretaria de Segurança Pública para contribuir com a Delegacia da  mulher, necessita construir Casas da Mulher Brasileira, em todos os estados, para haver inserção de todas as etnias femininas.