Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 29/06/2020
" Quando um homem cai nas garras de uma mulher fatal, ele é capaz de agir contra a sua própria natureza", esta frase foi dita na série “Coisa mais linda”, a qual retrata perfeitamente uma realidade já encontrada em nosso país, sendo um problema que há muito tempo deve ser combatido no Brasil, e que se estende até os dias atuais, a violência contra a mulher causada pelo patriarcalismo. Convivemos diariamente com as consequências da violência doméstica, que vem aumentando significativamente durante a quarentena.
A imagem do homem como ser superior da casa, infelizmente, não se estagnou no século em que vivemos. Mulheres são vistas como objetos e empregadas. Segundo a pesquisa Brasileiras nos Espaços Públicos e Privados (FPA/Sesc, 2010), a cada dois minutos, cinco mulheres são violentadas, fisicamente, sexualmente, psicologicamente, patrimonial ou moralmente. Mais de 80% dos agressores, são seus próprios parceiros.
Da mesma forma, o casamento é um fato social, conceito elaborado por Émile Durkhein, esperando ser feliz para sempre através da união matrimonial, sendo grande a coerção social. As agressões são causadas pelo exagero do álcool nesse período, as tensões familiares, a pressão causada pela pandemia, que muitas vezes são vistos como problemas simples. Segundo a pesquisa realizada Tolerância social à violência contra as mulheres (Ipea,2014), 63% das pessoas acreditam, total ou parcialmente, que " “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”.
Portanto, é de extrema importância que todos fiquem atentos a pessoas próximas, ou aquelas que estão tentando pedir ajuda. Por meio de novos projetos como o “sinal vermelho”, devem ser implantados nas sociedade, com a ajuda do Estado em geral. Para que assim, possa ser colocada em prática leis como Maria da Penha, e acabar com a violência doméstica. Não sendo um problema somente entre marido e mulher e sim de todos.