Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 29/06/2020
A lei Maria da Penha ( Lei 11.340), sancionada em 7 de agosto de 2006, foi criada para combater a violência doméstica e familiar. Entretanto a lei não é tanto eficácia, e a violência doméstica persiste em ocorrer. Hodiernamente com quarentena isso apenas está agravando, essa tal problemática ocorre em virtude do patriarcalismo enraizado e também pela dificuldade e receio que a vítima tem de denunciar.
Em primeira análise, é necessário ressaltar, segundo o IPEA ( instituto de pesquisa econômica aplicada ), conclui que a porcentagem de mulheres economicamente ativas que sofrem violência doméstica é maior do que a porcentagem de mulheres fora do mercado de trabalho. Logo com a pandemia e isolamento social, essas mulheres não vão ao trabalho, e então ficando em casa elas estão infelizmente mais expostas a essas agressões. Em virtude do patriarcalismo alguns homens persistem em não aceitarem as mulheres dona si, as que nao dependem deles, pois eles querem que as mesma sejam submissas a eles, quando isso não acontece gera frustrações e infelizmente alguns partem para violência sendo, física, verbal, etc.
Em segundo análise, deve-se ressaltar que muitas mulheres sofrem dificuldade em realizar a denúncia. Segundo o site agência Brasil, a violência doméstica aumentou 44,9% durante a pandemia, pelo fato das vítimas enfrentarem dificuldades para prestar queixa. Ademais houve esse aumento pois as vítimas não tem conseguido ir à delegacia, por outro, podem sentir medo de denunciar os parceiros, devido à proximidade que agora tem deles, com a permanência em casa.
Diante do exposto, é nítido que precisa ser feito algo contra a violência doméstica na quarentena, cabe ao governo federal, juntamente com o ministério de segurança pública, rever novas medidas para facilitar as denúncias, e juntamente com o ministério da justiça, aumentarem as penas da lei Maria da Penha contra os agressores.