Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 28/06/2020

No Império Romano a mulher portava o título de “rés”, ou seja, coisa. Além disso, era considerada inferior ao homem e o próprio Direito Romano já tirava da mulher a capacidade jurídica. Como resultado, o homem para desvelar o seu autoritarismo utilizava-se da violência para com a mulher. Hoje, a mulher ainda sofre com violências e esse acontecimento é bastante recorrente nos ambientes domésticos. Com o isolamento social, o convívio entre os familiares é mais intenso, o que pode altear as tensões e violências, tanto físicas, psicológicas e morais. O que acarreta essas asperezas nesse período são os contratempos postos pela pandemia e o maior consumo de álcool dentro de casa.

A ansiedade, a aflição e as incertezas são alguns dos impasses para estresses, porque gera desentendimentos dentro das residências e pode acarretar algum ato de brutalidade, como por exemplo uma agressão verbal através de injúrias, que de certa forma mexe com o psicológico da pessoa. Na China, em decorrência da pandemia, houve um aumento no número de divórcios por causa do isolamento social, o que gerou dificuldades nos relacionamentos. De acordo com o filósofo helenista Filon de Alexandria a mulher pouco continha capacitação de raciocínio, além de possuir alma inferior à do homem. O pensamento desse filósofo se encaixa na concepção dos acontecimentos de agressividades decorridas dos contratempos, por conta das dificuldades na relação entre os casais nesse momento de pandemia.

Entretanto, esses não são os únicos motivos que levam a ocorrência de desavenças entre os casais. Outro fator, é o maior consumo de álcool, o qual também eleva maiores discordâncias entre os indivíduos dentro do mesmo ambiente e isso pode desencadear diversos tipos de agressões, como a física, a qual pode ocorrer em conjunto com abusos sexuais sem a vontade da mulher. Esses ocorridos, afeta tanto fisicamente, quanto mentalmente e moralmente a mulher, o que a deixa mais vulneráveis a outros tipos de agressões, como uma ofensa ao seu corpo ou até mesmo a sua personalidade. Por conta da quarentena, muitas mulheres não conseguem fazer denúncias, o que suscita no aumento do número de subnotificações e desconhecimentos dos acontecimentos. Essa dificuldade acaba corroborando com o aumento da violência nos ambientes domésticos.

Dessarte, é necessário que governo federal em parceria com as polícias estaduais e a mídia seja mais atuante em relação as casos de violências doméstica, por intermédio do aumento da segurança nas delegacias em relação aos cuidados relacionados ao contágio da doença, como álcool em gel, os termômetros, entre outros equipamentos de segurança, utilizando a mídia para tal divulgação. Essa ação tem por finalidade incentivar as mulheres a não deixarem de fazer as denúncias e se precaverem.