Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/06/2020
No século XIX, o sociólogo Émile Durkheim disseminou um pensamento segundo o qual a sociedade funciona como um organismo vivo, isto é, todos deveriam viver em harmonia para que fosse possível conquistar o bem-estar geral. Nesse ínterim, o Brasil se direciona vagarosamente para atingir o equilíbrio nacional, como o aumento da violência doméstica durante a quarentena, situação a qual necessita de maior empenho social e político para ser positivamente transformada.
De começo, devido a pandemia do covid-19, ocorreu a necessidade do isolamento social, consequentemente aumentou os casos de violência doméstica, ou seja, uma lamentosa circunstância. Além disso, de acordo com TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), houve aumento de mais de 50% no número de violência doméstica desde o inicio da quarentena, porém com o distanciamento social muitas vítimas ficam longe de seus amigos e familiares, por medo do agressor acabam não efetuando a denuncia.
Outrossim, a brutalidade doméstica não é apenas física, mas também moral, psicológica, patrimonial e sexual, melhor dizendo, é muito importante a informação e orientação a todas as mulheres para saberem que existe um serviço para ajuda-las. Mais a Mais, a agressão psicológica começa a partir do momento em que o parceiro lhe causa dano emocional, constrange, humilha, visa degradar-te, pequenas atitudes que muitas pessoas não consideram como agressividade, essa agressão pode acarretar a uma física e isso é extremamente preocupante pois pode levar ao feminicídio.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam um mundo melhor. Dessa forma, urge que o Ministério da Educação, desenvolva palestras e iniciativas socioeducativa, abordando informações e orientações sobre a violência doméstica, como realizar a denúncia, como identificar, sendo distribuído folhetos informativos, desde o ensino fundamental sendo prolongado ao decorrer das mudanças de séries, com o acompanhamento dos pais, com a finalidade de não formar novos agressores e como resultado diminuir a violência doméstica.